Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 13/05/2019

Na obra “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias, a diversidade natural brasileira é abordada, de modo a ser exaltada pelo poeta. Em contrapartida, no Brasil hodierno, tal caráter de valorização da natureza não se faz presente, haja vista o cenário abjeto no trato da água, como o consumo inconsciente, o que acaba fomentando insegurança hídrica. Com isso, fica claro o impasse, seja pela insuficiência estatal, seja pela apatia da sociedade.

Decerto, o país possui inúmeras problemáticas. Nesse ínterim, a vulnerabilidade dos recursos hídricos é manifesta, uma vez que, embora a abundância aquática seja notória, a má administração prejudica com a escassez cidadãos, principalmente no sertão nordestino. Assim, observa-se o rompimento das gestões públicas com a óptica de Thomas Hobbes, a qual pontua o Estado como responsável pela harmonia coletiva, pois, mesmo com o conflito, há a falta de políticas efetivas.

Outrossim, vale ressaltar a lógica apática civil como grande impulsionadora do problema. Nesse sentido, a inércia, defendida por Newton, aponta a continuidade da configuração de um corpo até a ação de uma força externa. Então, nota-se que  graças à carência da atuação ativa cívica, a exemplo da promoção de mutirões de combate a focos de desperdício de água nos bairros, a estrutura vigente de restrição hídrica é mantida.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas que revertam a situação. Nesse caso, cabe às prefeituras a criação de uma força tarefa contra a displicência com a água, por meio da estruturação da malha de distribuição desta e da fiscalização de pontos de mau uso nas comunidades, a fim de atenuar a conjuntura atual. Ademais, compete às associações comunitárias, aliadas às escolas e famílias, a elaboração de projetos, como saraus, acerca da educação ambiental e do protagonismo social, para desconstruir a mentalidade atuante. Destarte, a valorização da natureza realizada por Gonçalves Dias será uma realidade hodiernamente na nação.