Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 13/05/2019
Conforme a lei da inércia, primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer parado até que uma força suficiente atue e mude a sua trajetória. Nesse sentido, vale discutir que, ao analisar-se os resultados da crise hídrica no século XXI fatores como a inconsciência humana e a negligência do Estado funcionam de forma análoga ao que se observa a lei de tal físico. Por isso, é necessário tomar medidas que alterem a perspectiva dessa problemática.
Primeiramente, vale ressaltar o efeito que o desperdício e a poluição da água possuem sobre a escassez hídrica. Isso ocorre, pois, consoante à Moral Nietzschiana, atualmente, as pessoas estão cada vez mais egocêntricas e individualistas, assim sendo, não têm preocupação com as futuras gerações, visto que, há um uso excessivo da água, contaminação dos recursos naturais e não reconhecimento da importância da reutilização. Por consequência, esses atos inadmissíveis corroboram com a dificuldade de acesso à água para diversos indivíduos, também é alarmante o relatório da organização não-governamental Defensoria da Água, ao apontar que 70% das águas de rios, lagos e lagoas do Brasil estão poluídas.
Cabe mencionar, em segundo plano, a ineficiência governamental perante os direitos da sociedade. Isto é, tratamento de esgoto, condições mínimas de higiene e acesso à água encanada são alguns dos problemas que comprovam a negligência do Estado. Conforme a teoria contratualista de John Locke, o governante deve garantir os direitos previsto no pacto social, entretanto, tais benefícios não são colocados em prática. Dessa forma, pode-se tomar como exemplo as dificuldades enfrentas pelo estado de São Paulo no ano de 2018, causadas principalmente pela falta de saneamento básico. Dessa maneira, ações são necessárias para modificar o percurso inerte, previsto por Newton, da crise hídrica.
Com o intuito de amenizar essa problemática, cabe ao Governo Federal implementar medidas para a economia de água e preservação dos rios e lagos, a partir de programas de incentivos e descontos em impostos, com o objetivo de evitar o desperdício e a poluição. Paralelamente, é dever da sociedade reivindicar seus direitos, por meio de cobranças às autoridades das propostas de governo feitas durante as campanhas de eleições, a fim de tornar o acesso aos recurso hídricos mais democrático.