Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 13/05/2019
Desde os primórdios da civilização humana, a água é fator elementar para o desenvolvimento e aprimoramento das sociedades. Prova disso é que os nômades do mundo antigo, em sua maioria, se fixavam próximos a regiões banhadas por água, como o rio Nilo, berço da civilização egípcia. A importância desse líquido só tem aumentado conforme a humanidade se desenvolve, o que torna essencial a preservação do mesmo, já que a escassez e o desperdício são problemas recorrentes e cada vez mais preocupantes no mundo contemporâneo.
Segundo a ONU, cerca de 2,7 bilhões de pessoas devem sofrer com a falta de água até 2025. Isso se dá, principalmente, pela contaminação de rios, lagos e mares, como as centenas de barris de petróleo que foram derrubados em três rios de Barrancabermeja, Colômbia, em março de 2018. A falta de fiscalização recorrente contribui para que casos como esse sejam cada vez mais recorrentes.
Soma-se a isso a estimativa de que, em 2030, o mundo enfrentará um déficit de 40% no abastecimento de água devido ao desperdício, apresentada em um relatório da Unesco sobre escassez de água, em 2015. Em síntese, torna-se inevitável a aplicação de ações governamentais em conjunto com a população em geral, visando proteger esse recurso natural findável e tão importante no mundo contemporâneo.
Uma primeira ação ideal, portanto, é estimular a conscientização das pessoas. Campanhas publicitárias citando a importância da água poderiam ser aplicadas nos meios de comunicação, assim como a colocação de placas em lugares frequentados por banhistas, alertando que depositar lixo nos mares e lagos pode trazer consequências avassaladoras
Paralelamente a isso, ações de fiscalização devem ser implantadas pelo governo. Uma alternativa é utilizar sensores remotos ou drones para fiscalizar áreas de maior alcance, e aumentar a multa cobrada pelas fábricas que depositam dejetos na água.