Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 02/07/2019

Na obra literária “Vida Secas”, de Graciliano Ramos, fica evidente o continuo anseio pela sobrevivência humana devido à busca incansável por recursos hídricos. Destarte, com o exagerado consumismo e o falho descarte de lixos tóxicos em rios e mares, a escassez de água do mundo hodierno se tornará análoga a da obra de Graciliano.

Em primeira instância, vale salientar que a desigualdade de recursos é um empecilho ainda enfrentado no século XXI, visto que, segundo a OMS, apenas 10% da população ribeirinha é beneficiada com a quantidade de água necessária e prevista constitucionalmente. Todavia, mesmo com a escassez de água potável enfrentada por vários países, encontra-se, ainda, a má administração da mesma em diversos setores, e um deles é o agropecuário, que consome em média 17.000 litros de água em apenas um quilograma de carne bovina.

Entretanto, o ciclo hidrológico é um recurso natural que permite o reaproveitamento da água. No entanto, com o descarte de elementos tóxicos e lixos contaminantes, oriundo de hospitais, em rios, lagos e mares, a reutilização se torna precária, pois, devido ao caráter polar dos refugos, se combinam com a molécula de hidrogênio de água, contaminando-a. Dessa forma, é notório que a má administração dos resíduos sólidos também é uma ameaça para a escassez hídrica, causando, assim, problemas de higiene, saneamento, secas e ingestão.