Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 31/05/2019

Com o crescimento exponencial da população mundial, o consumo humano de água foi elevado progressivamente. Dessarte, gerou-se uma escassez de água a partir do século XXI, que causa impactos negativos continuamente na hodiernidade. No que concerne a essas consequências, é impreterível uma análise de onde isso se faz mais presente e o porquê da perduração contemporânea.

A princípio, a falta de água na conjuntura global afetou majoritariamente a África, região em que as ações humanas em conjunto com os fatores climáticos promoveram ainda mais a sede e o mal-estar geral. Em relação a isso, o filme “O menino que descobriu o vento”, produzido pela empresa de streaming Netflix, retrata a história de William, que vive em miséria, passando fome e sede. Por pertencer à tal conjuntura, o garoto busca por meio da educação elevar a condição humana de sua sociedade, tentando trazer água por meio da energia eólica. Fora da indústria cinemática, a sede e a miséria na África subsaariana permanecem constantes, em virtude de inexistir um protagonista como William para saciar tal impacto nesse âmbito. Nesse sentido, a sociedade se vê em uma condição sub-humana, em que direitos básicos não são garantidos para toda população.

Ademais, a Declaração Universal dos Direitos Humanos — promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU) — assegura a todo indivíduo o direito à saúde e ao bem-estar. Porém, tal escassez de água evidencia a fragilidade desse direito, em virtude de diversas regiões não possuírem esse acesso. Diante disso, é exposto a precariedade em ética da conjuntura social, uma vez que, consoante a Unipacs, países como o Japão e o Canadá chegam a consumir mais de 300 litros de água por dia, enquanto a África não atinge os 20 litros. Assim, os impactos desse fato recebem proporções extremas, considerando que os países prejudicados economicamente têm a população sedenta.

Perante o pressuposto, é mister a adoção de medidas para amenizar a problemática. Portanto, é dever da Agência Mundial da Saúde (OMS), por meio de debates e palestras, promover a conscientização mundial das pessoas quanto ao consumo diário de água, retratando e ressaltando lugares onde tal acesso é precário. Isso deve ocorrer de imediato, para que os impactos dessa escassez aquática saciem e sobre uma quantia maior de água para distribuir nos países em que falta e, assim, o mundo não precisará de William’s para que os direitos propostos pela ONU sejam assegurados.