Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 17/06/2019
A Constituição Federal de 1988 resguarda em seus postulados, o dever de preservação ambiental atribuída ao Estado em consonância com a população brasileira. Nesse contexto, a falta de água é um contratempo que está crescendo, consideravelmente, nos últimos anos, como resultante de processos ligados aos impactos naturais que são causados pelos seres humanos, repercutindo em uma escassez dos recursos hídricos. Sob esse aspecto, convém analisarmos os principais fatores relacionados a essa problemática no tecido social.
Relativo a esse fenômeno, é possível afirmar que a água possui importâncias extraordinárias para a existência da vida, assim como é relevante para a realização de atividades humanas, constituindo, em muitos casos, um fator geopolítico. Diante disso, as alterações climáticas intensificadas após as Revoluções Industriais, iniciadas no século XVIII, constituem uma causa primordial para a prevalência desse impasse, uma vez que a liberação de gases estufa na atmosfera é cada vez mais intensa, já que há uma tendência ao consumismo e uso de transportes em larga escala. Nesse viés, é inadmissível que práticas insustentáveis corroborem para a mudança do padrão climático, ocasionando secas severas e uma imensidade de problemas para as populações submetidas a essas condições.
Convém lembrar, ainda, que, segundo dados divulgados pelo G1, o consumo de água é desigual de acordo com a região do planeta, existindo desigualdades no próprio território nacional. Posto isso, a escassez de água em consonância com a redução das chuvas, além de ocasionar problemas na agricultura familiar, permeia extrema miséria para as classes mais baixas da sociedade brasileira, tendo em vista que esses indivíduos não possuem condições de adquirir água potável, optando por reservatórios que em sua maioria não oferecem um recurso limpo, o que favorece a disseminação de muitas doenças nesses grupos sociais. Sendo assim, é inadmissível que uma parcela da sociedade esteja submissa a essa realidade decadente devido uma alienação vinculada a esse advento.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para atenuar esse problema. Para isso, as autoridades governamentais devem estimular uma educação sustentável, por meio da realização de debates nas instituições escolares e nos meios de comunicação, apresentando causas e as consequências dessa adversidade na sociedade, com o intuito de construir o senso crítico da nação. Espera-se, com isso, uma mudança nos hábitos cotidianos, redução da emissão de poluentes e uma melhor administração desse recurso tão essencial a existência da biosfera.