Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 03/06/2019

A água no mundo está acabando. Atualmente, os dados já são preocupantes: de acordo com a Organização das Nações Unidas, de 100% da água no mundo apenas 2,5% é água doce (a ser consumida); desses 2,5%, 95% está presente em lugares de consumo impossível, como as geleiras. Por isso, é extremamente considerável que a resolução dos impactos da escassez da água seja colocada em urgência; haja vista que, o consumo e a obtenção da água como um todo são direitos básicos do indivíduo, que estão em risco por conta da situação da segurança hídrica.

É indubitável que o consumo de água diário é uma necessidade humana e, assim sendo, é um direito verificado pela OMS, Organização Mundial da Saúde; em contraposição, há uma grande parte do mundo que vive em escassez desse recurso, uma vez que a distribuição é desigual e monopolista. Diante das informações fornecidas pela ONU, o Brasil representa um país em que a posse de água é satisfatória, mas os índices de distribuição são precários. É possível verificar esse infortúnio no Nordeste do país, em que observam-se grandes períodos de seca e necessidade do fornecimento externo de água potável. Os poços e afluentes que pertencem à região estão confinados com os grandes donos de terra, que dificultam o alcance da população; o que preconiza um sistema de coronelismo no século XXI. Por conseguinte, essas áreas têm índices de violência cada vez mais elevados, porque possuem uma forte hierarquização. Consoante à Comissão Pastoral da Terra, o Nordeste é a região rural mais violenta do país.

Ademais, outros direitos tornam-se incapacitados pela fissura na segurança hídrica, como o direito ao saneamento básico. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística denota que cerca de 30% da população brasileira não possui saneamento e corre o risco de contrair doenças como hepatite A e B. Programas de distribuição de água são implementados pelo governo na maior parte dessas áreas marginalizadas; no entanto, o sistema torna-se fraudelento, pois não há correta fiscalização dos distribuidores e a água geralmente não chega ao destinatário. Outrossim, conforme o site G1 afirma, o sistema é faltoso e os tanques em que a água é colocada chegam sujos com combustível.

A julgar pelos fatos, é essencial que a problemática hídrica seja resolvida de maneira eficiente e eficaz, tendo em vista que afeta uma porção da sociedade marginalizada e, muitas vezes, rural (uma região que por si só já contém grandes taxas de violência). Dessarte, o governo deve tornar mais segura a distribuição de água em áreas necessitadas; para tanto, deve criar um sistema de fiscalização presencial do processo, delegando ao ministério da saúde a observação da qualidade da água distribuída. Assim, garantirá a segurança hídrica e os demais direitos básicos conectados a ela.