Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 06/06/2019

O Açude do Cedro, construído na velha República, foi uma das grandes obras de combate à seca no Nordeste brasileiro. Atualmente, a transposição do rio São Francisco representa a tentativa de mitigar a escassez de água no século XXI. Nesse sentido, a escassez de água se apresenta como um problema recorrente na história brasileira, o que traz impactos negativos para a população. Desse modo, cabe analisar os impactos e causas da seca no século XXI, na qual ocorre devido à falta de investimento governamental em infraestrutura, mas também se problematiza com relação a decadência da saúde pública.

Em primeiro plano, o investimento público é precário, o que inviabiliza o acesso a água potável por parte da população. Segundo o relatório de Desenvolvimento Humano da ONU de 2006, o acesso a água potável requer um longo processo de tratamento através do saneamento básico. Entretanto, por causa do baixo investimento governamental no Brasil, os índices de saneamento básico se tornaram preocupantes, visto que mais de 50% da população brasileira não tem acesso a água potável. Ademais, os impactos da água não tratada, são inúmeros, sendo esses prejudiciais a saúde humana.

Por conseguinte a escassez da água potável traz consequências negativas para a saúde da população brasileira. Isso pode ser verificado através do relatório da Organização Mundial da Saúde, em que é relatado as diversas doenças causadas pela falta de saneamento básico e água tratada, entre elas a Leptospirose, Cólera e epidemias de dengue. Sendo assim, é necessário que o Governo invista em saneamento básico com o objetivo de evitar os impactos negativos citados e tornar acessível o acesso a água potável.

Portanto, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Para que a escassez da água potável seja mitigada, urge que o Governo Federal garanta o pleno acesso ao saneamento básico, por meio de parcerias com Prefeituras e Governos Estaduais, para que seja elaborado planos e metas de término das obras não concluídas. Além disso, para que as unidades federativas disponham de mais recursos para a realização das obras, é necessário que seja realizado reformas fiscais e tributarias, almejando recursos para o saneamento básico. Somente assim, a população brasileira terá acesso aos direitos básicos da condição humana, que é reivindicado desde a Velha República, ainda nos tempos do Açude do Cedro.