Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 05/06/2019
A cada dia que se passa a crise da água tem tomado grandes proporções ao redor do mundo. Porém, na África a situação é ainda mais preocupante, pelo fato das reservas serem finitas e a quantidade disponível estar se esvaindo rapidamente por conta do crescimento populacional na região. Nesse sentido, torna-se necessário o debate/análise desse quadro problemático que afeta tantas pessoas no planeta.
Em primeiro plano, é possível perceber que os setores da economia são os que mais utilizam a água de forma desenfreada. Por exemplo, a agricultura, um dos serviços que mais desperdiçam esse recurso. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, cerca de 60% da água utilizada na irrigação é perdida em fenômenos como a evaporação e uma redução de 10% no desperdício poderia abastecer o dobro da população mundial. Esses danos apenas reforçam como o capitalismo não se preocupa com as consequências de suas ações, apenas estão visando o lucro, mesmo que para isso um dos recursos mais importantes a vida seja escasso.
Ademais, a desigualdade social também está relacionada com a falta de água. Apesar do Brasil possuir esse recurso em abundância, várias fatias sociais não tem acesso a esse serviço, tendo como exemplo, quem vive na favela, em zona rural, nordestinos e etc. Consoante Ban-Ki-moon, ex-secretário da ONU, a água potável é fundamental para a redução da pobreza e o desenvolvimento sustentável. Em vista disso, é perceptível notar que ações como a distribuição igualitária de água para toda a população terá reflexos positivos no mundo e os grupos marginalizados poderão desfrutar de um dos seus direitos básicos.
Diante dos fatos mencionados, cabe ao governo dos países que sofrem pelo desperdício de água ou pela falta dela, a utilização de meios alternativos e sustentáveis, a utilização desse recurso no agricultura, por exemplo, sistemas de irrigação que otimizem o uso da água, plantas mais resistentes ao estresse hídrico etc, e nas naçoes que passam dificuldades com a escassez, implantar a divisão desse recurso dando ênfase nas regiões que mais sofrem com a falta. Dessa forma, será possível utilizar a água de maneira consciente e sustentável e a África não irá mais passar por contratempos pela limitação desse recurso natural essencial à vida.