Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 22/07/2019
Segundo o Filósofo Tales de Mileto “Tudo é água”. Nessa perspectiva, é notório que desde o século VI a.C. esse recurso já era tratado como crucial à vida humana. Em contrapartida, atualmente é evidenciado um amplo desperdício e poluição desse bem natural, ficando cada vez mais difícil usufrui-lá no seu melhor estado. Dessa forma, faz-se necessário um maior rigor nas políticas hídricas das cidades.
Deve-se pontuar, de início, que a falta de água vem afetando cada vez mais pessoas. Nessa lógica, é perceptível que não somente os sertões ou desertos estão sofrendo pela ausência desse recurso, a exemplo de São Paulo, cidade a qual não apresenta na história problemas de seca, que desde 2014 vem sofrendo sucessivos racionamentos na distribuição dele. Sendo assim, a realidade exposta no livro Vidas Secas de Graciliano Ramos, com o sofrimento por conta da seca, tende a se alastrar mais, e com o aquecimento global, aumento da temperatura mundial, os regimes pluviais vem se alterando, segundo o INMET ( Instituto Nacional de Meteorologia), podendo agravar a escassez e problemas nas hidrelétricas.
Além disso, o alto consumo e a poluição dela agravam a situação. Nesse contexto, é necessário mudar costumes e pensamentos sobre o recurso mais abundante do planeta , pois segundo a ONU restam apenas 4% de água doce no mundo devido a contaminação e uso irracional dela, gerando uma preocupação entre as nações, levando-as a buscarem novas alternativas como a dessalinização. Ademais, a produção incessante de alimentos, vestuários e objetos estimulados pelo capitalismo utilizam uma enorme quantidade de água, à exemplo da calça jeans , produção de carne e agricultura que precisam de ao menos 10 mil litros de água. Além do mais, a poluição por meio de empresas que despejam seus rejeitos nos rios e mares aumentam a contaminação, iniciando o processo de eutrofização, diminuição do oxigênio disponível na água, a qual gera a morte dos animais marinhos e poluem o recurso.
Destarte,elucida-se portanto, a importância de se reaver os planejamentos hídricos das cidades. Nesse sentido, medidas são necessárias para a resolução do impasse, das quais merece destaque uma atuação maior do Ministério da Educação em junção com a mídia. Tais órgãos devem explanar em escolas e programas televisivos por meio de campanhas publicitárias e debates interativos com a presença de influenciadores digitais e ambientalistas, que expliquem a importância da preservação desse recurso e seus respectivos problemas caso falte-nos. Ademais, também deve-se estimular os 5R’s ( Reciclar, Reduzir, Repensar, Reutilizar e Recusar) para diminuir o uso da água na produção de bens, e também aplicar multas mais rígidas às empresas poluentes. Dessa forma, a importância exaltada por Tales de Mileto, pode transparecer nas sociedades atuais.