Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 14/06/2019

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação, segurança, transporte e ao bem-estar social. Conquanto, o uso abusivo do consumo de água impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Primeiramente, a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no esperdício de água. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), avalia que são necessários entre 50 a 100 litros de água, por pessoa, por dia. Diante do exposto, a média do brasileiro fica em 187 litros por pessoa, é muito mais do que o necessário.

Faz-se mister, ainda, salientar o consumo de outros países (Canada), como impulsionador do desequilíbrio mundial. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, um canadense utiliza 600 litros por dia, enquanto que na África Subsaariana, se dispõem de 20 litros por pessoa ao dia, tamanha é a incompatibilidade entre esses países que faz parecer do consumo no Brasil razoável a média brasileira, mas esse é um grande engano, a dimensão que a população cresce e a velocidade que os recursos hídricos são gastos, podem levar a escassez rapidamente, mesmo em um pais abundante hidricamente.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Estado deve investir na formação dos brasileiros, criar novas disciplinas curriculares que discutam os impactos da falta de água, por meios midiáticos, nas escolas e preparem de forma apropriada os cidadãos para o uso correto. Dessa forma, será possível garantir uma educação hídrica que, de fato, integra indivíduos e promove a plena construção de conhecimentos. Só então seremos uma sociedade que promove a igualdade de direitos.