Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 17/06/2019
“Terra! Planeta Água”. “A Terra é azul”. Essas são ditos célebres do compositor Guilherme Arantes e do cosmonauta Yuri Gagarin, respectivamente. É fato que a água está presente em mais de 70% do planeta, porém menos de 1% é passível de ser consumida. Nesse sentido, a falta de água é um tópico cada vez mais discutido no planeta. Na prática, é um problema multifatorial, cuja resolução demanda de um esforço mundial. Porém, alguns pontos principais desse problema podem ser levantados, como a má distribuição histórica dos recursos hídricos e o aumento do consumo desse recurso no planeta.
Destarte, vale ressaltar que, de acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, a escassez hídrica pode afetar até dois terços da população terrestre, em 2050. Apesar disso, esse déficit já pode ser observado desde o início do século XXI. Efetivamente, um exemplo é o caso da Cidade do Cabo na África do Sul, em que a aproximação do chamado “Dia Zero” é cada vez mais palpável. Esse termo em questão se refere a data em que o fornecimento de água irá parar por completo, na cidade. Entretanto, por meio de mudanças no consumo e na forma de tratar o recurso, esse prazo cada vez se prorroga mais. Do outro lado da moeda, o excesso desse líquido torna as pessoas inconsequentes em seu uso, como aponta um estudo pela WWF, em que quase metade dos brasileiros não se importam economizar água em atividades rotineiras, como escovar os dentes e tomar banho.
Historicamente, desde a distribuição da humanidade ao redor do globo, a água sempre esteve presente de forma desproporcional nos continentes. Ou seja, enquanto há países com abundância dessa substância, outros sofrem perante sua falta, como o caso da África do Sul. Diante desses dados, uma forma de contornar essa problemática é com a ajuda de investimentos externos. Por exemplo, a organização filantrópica Fundação Bill e Melinda Gates realiza investimentos em países subdesenvolvidos com o intuito de produzir tecnologias. Nesse caso, portanto, o desenvolvimento de uma forma para processar o esgoto com o objetivo de converter fezes em água potável e adubo é fundamental para reverter uma adversidade histórica.
Desse modo, visando a solução da escassez hídrica mundial, é indispensável que medidas sejam tomadas em conjunto. Assim, as Secretárias do Meio Ambiente municipais, juntamente com empresas de caráter sustentável, devem realizar palestras para a população de consumo hídrico sustentável, com o objetivo de desenvolver ideias suportáveis ao longo prazo. Da mesma forma, a importação de tecnologias para recuperar, de forma mais fácil, águas contaminadas. Para isso, o Ministério da Educação deve investir em universidades que inovam nesse campo. Com a finalidade, então, de preservar a visão em que Yuri Gagarin teve, e que o planeta permaneça azul.