Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 18/06/2019
O nascimento da filosofia no mundo ocidental só se deu graças a observação de Tales de Mileto no recurso natural, que, segundo ele, foi imprescindível para o manutenção da humanidade: a água. De acordo com sua análise, todas as grandes civilizações se desenvolveram ao redor de rios ou mananciais, que foram o combustível para a evolução humana entre as espécies. Dentro da atualidade, o uso inconsciente dos recursos hídricos tem causado preocupações acerca dos impactos da escassez da água, representando uma ameaça aos ideais racionais de Mileto.
Em primeiro lugar, o avanço do capitalismo moderno tem causado impactos ambientais ligados à hidrosfera. Karl Marx, sociólogo alemão, definiu que o capitalismo atingiria um estágio de subsistência, em que os recursos naturais disponíveis na Terra seriam incapazes de superar sua própria demanda. Desse modo, observa-se que grandes companhias, como a Vale, exploram o meio-ambiente sem responsabilidade de conduta, comprometendo os recursos hídricos locais, como os lençóis freáticos, rios e o mar. Assim, a manutenção do ciclo da água na natureza acaba sendo prejudicada pelo avanço inconsciente do modo de produção capitalista.
Em razão disso, a oferta de água para as populações humanas no mundo fica inviável. Sem que haja a preservação da hidrosfera, a distribuição de água nas cidades se torna um desafio cada vez maior, podendo causar graves impactos socio-econômicos, como a escassez de alimentos, interrupção do saneamento básico e a aparição de doenças. A exemplo disso, quando as represas do sistema cantareira se esgotaram em São Paulo, a prefeitura teve imensos gastos com a perfuração de poços artesianos e o represamento de águas pluviais na cidade. Assim, o uso adequado da água tem se tornado um desafio cada vez mais intrínseco na vida moderna das sociedades, que continuam sendo inconsciente à preservação desse recurso.
Observa-se, portanto, que a falta de água tem causado graves impactos na realidade e necessita de reparos sociais. Para tal, urge que Legislativo e Executivo brasileiros, aumentem a fiscalização da exploração dos recursos hídricos, através da elaboração de leis de responsabilidade fiscal, para que empresas iniciem práticas sustentáveis de extração e captação. Em adição, é dever do Ministério da Educação (MEC), promover a conscientização da população, por meio da promoção de conteúdos publicitários na TV, alertando sobre a importância do uso da água, para, que, assim, o alcance de uma sociedade consciente de seu recurso imprescindível seja comparada aos estudos de Tales de Mileto.