Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 21/06/2019
No livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é retratado a escassez de um direito universal, a água. Fora das páginas, a literatura se mistura com a realidade, pois a falta desse recurso já preocupa e assola o mundo. Dessa forma, é imprescindível acusar as causas desse problema, como o agronegócio, a fim de entender os impactos prejudiciais a toda população, para assim evitar uma maior segregação social e alcançar a sustentabilidade.
Em uma primeira análise, é importante destacar que a pecuária e a agricultura são um dos principais fatores da dizimação da água. Nesse sentido, o agronegócio faz uso de uma quantidade exorbitante de diversos recursos naturais, dentre eles o hídrico. Nesse seguimento, é exposto no documentário Cowspiracy: O Segredo da Sustentabilidade, como principalmente a pecuária intensiva é prejudicial e possui grande influência na escassez de água no século XXI. Todavia, é compreensível que o agronegócio é necessário para o sustento do mundo e de diversas economias, dentre elas a do Brasil. Dessa forma, se faz necessário a difusão da sustentabilidade, que é suprir as necessidades da geração atual sem prejudicar as próximas gerações, com objetivo de evitar os impactos já existentes dessa problemática.
Nessa mesma perspectiva, impactos como uma maior segregação social e a comercialização de um direito universal, já se fazem presentes no cenário mundial. Nessa lógica, é notável que em um caso avassalador da falta de recursos hídricos, a segregação social tende a aumentar, visto que água terá um elevado valor comercial e a população mais pobre não terá como pagar por ela. Não tão distante da realidade, a Cidade do Cabo no continente Africano, teve em 2018 muito próximo do “Dia Zero”, que é quando as torneiras estarão vazias. Logo, torna-se forçoso uma ação conjunta de vários agentes para combater e evitar o agravamento da insuficiência de água no mundo.
Fica claro, portanto, que o conceito de sustentabilidade deve ser aplicado na atual sociedade mundial. Dessa maneira, é necessário que o governo juntamente com o Ministério do Meio Ambiente e em parceria com o agronegócio, faça com que o último diminua a quantidade usada de recursos hídricos, isso deve ser feito por meio de leis criadas pelo legislativo e com punição pelo seu descumprimento, para assim diminuir a dizimação da água. Ademais, a ONU (Organização das Nações Unidas) e os setores educacionais dos países, devem desenvolver a conscientização nas escolas para a economia de água e a redução do consumo de carnes, por meio de workshops didáticos, com o objetivo de a próxima geração ser mais consciente que a atual, e que a escassez de água exista somente na literatura, como em Vidas Secas, e não se manifeste na realidade.