Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 02/07/2019

Na perspectiva de Tales de Mileto, a água era a “arché” global, ou seja, a unidade formadora e fundamental do universo. Embora a ciência moderna tenha desmistificado essa teoria, a água é fator essencial para ocorrência da vida terrestre. Todavia, a possibilidade de inacessibilidade a esta, decorrente da crise hídrica, leva à discussão sobre maneiras de amenizar a escassez. Sendo assim, previsões a respeito da gerência de água, aliada aos efeitos ecológicos, são os principais alvos de debate para superação de tal cenário.

Primeiramente, o mau monitoramento dos corpos hídricos acelera a falta de água. Embora o Projeto Legado, da ANA (Agência Nacional de Água), apresente dados com melhoria no gerenciamento hídrico, a supervisão ainda é precária. Esse cenário advém da maior parte da supervisão provir dos Estados, que, por sua vez, negligenciam essa tarefa. Nesse sentido o Projeto Legado, o qual tem o papel de aperfeiçoar a gestão da água nacional, ainda enfrenta empecilhos para evitar a escassez, sendo que grande parte da administração restringe-se às unidades federais.

Em segunda instância, além de os efeitos da ausência de água modificarem a estrutura ambiental, também comprometem o futuro humano. De acordo com o Relatório Brundtland, com a ideia de “Nosso Futuro Comum”, são necessários cuidados ambientais para garantia das futuras gerações. Entretanto, o desleixo perante as alterações provenientes da falta hídrica dificulta a ratificação de tal proposta. Dessa forma, é comum que alterações causadas pelo ciclo adulterado da água comprometam diretamente a vivência humana, visto que são irreversíveis.

Em suma, evidencia-se que a impossibilidade de acesso à água leva à necessidade de preservação do bem hídrico. Desse modo, cabe ao Governo Federal, em comunhão com a ANA, ampliar a proposta do Projeto Legado, de modo a aperfeiçoar a gestão estadual e utilizá-la conjuntamente com a gestão federal. Ademais, o mesmo deve criar o plano “Planeta Água”, que graças a financiamentos, promoverá pesquisas que visem alternativas eficientes para preservação hídrica. Portanto, com finalidade de minimizar a escassez de água, e garantir a manutenção deste bem, uma vez que é, segundo Tales de Mileto, a unidade fundamental da vida.