Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 27/06/2019
Graciliano Ramos,em sua obra Vidas Secas,busca evidenciar,por meio da história de Fabiano,a luta pela sobrevivência diante da seca no sertão nordestino.Entretanto, mesmo após anos de sua publicação,o livro mostra-se atemporal,visto que retrata um dos problemas ainda marcantes do século XXI:a escassez hídrica.Nesse sentido,a falta de água está relacionada ao uso excessivo na agropecuária e à precariedade de acesso ao saneamento básico.Dessa forma,é preciso discutir os aspectos inerentes à questão,em prol do bem estar coletivo.
Em primeiro plano,a expressão pegada hídrica refere-se ao volume de água usado na produção de bens e serviços ao longo da cadeia produtiva.Nesse sentido,de acordo com um relatório da ONU,são necessários 16 mil litros de água para se produzir um quilo de carne.Porém,essa informação não é de amplo conhecimento,já que é mais benéfico ao agronegócio,pautado no sistema capitalista de lucro,eximir-se da responsabilidade frente à crise hídrica,culpando,então,os descuidos dos cidadãos.Dessa forma,com essa falta de informação,o cidadão torna-se incapaz de elaborar conhecimento crítico que permita a pressão social em busca de economia desse recurso por parte das empresas,perpetuando o uso excessivo de água por elas,o que contribui para o aumento de crises de abastecimento nas grandes cidades.
Além disso, devido à ineficiência de acesso ao saneamento básico, os esgotos sanitários e o lixo doméstico são frequentemente jogados nos rios sem qualquer tratamento.Nessa perspectiva,de acordo com dados do Instituto Trata Brasil,55% do esgoto gerado no país é despejado diretamente na natureza.Isso compromete os recursos hídricos,já que cada vez mais as reservas encontram-se poluídas,o que gera escassez de áreas que podem ser aproveitados para a utilização da água para consumo e outras funções,além da contaminação gerar problemas relacionados à saúde pública, como o aumento de casos de dengue e diarreia.
É necessário,portanto,priorizar medidas para minimizar essa problemática.Para tanto,o Governo Federal deve estimular a economia de água nas cidades,por meio de incentivo fiscal ás empresas que invistam em obras de infraestrutura para a aplicabilidade da água de reuso,água proveniente do processo industrial e até do esgoto,imprópria para o consumo humano.Essa água é filtrada e tratada de modo a poder ser usada na irrigação,em descargas de vaso sanitário e em sistemas de ar condicionado,a fim de diminuir a captação desse recuso na natureza,além de contribuir para o aumento de tratamento de esgoto,o que economiza a água potável e minimiza riscos de períodos de seca.Só assim a realidade narrada por Graciliano poderá ser enfrentada.
É necessário,portanto,priorizar medidas para minimizar essa problemática.Para tanto,o Governo Federal deve estimular a economia de água nas cidades,por meio de incentivo fiscal ás empresas que invistam em obras de infraestrutura para a aplicabilidade da água de reuso,água proveniente do processo industrial,imprópria para o consumo humano,que é filtrada e tratada de modo a poder ser usada na irrigação,em descargas de vaso sanitário e em sistemas de ar condicionado,a fim de diminuir a captação desse recuso na natureza,o que economiza a água potável e minimiza riscos de períodos de seca.Só assim a realidade narrada por Graciliano poderá ser enfrentada.
período de seca.Só assim o exposto de Graciliano poderá ser enfrentado.