Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 12/11/2021

O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica à questão dos impactos da escassez de água no século XXI. Assim, é importante ressaltar que a redução de água disponível atinge diretamente à saúde da população. Ademais, nota-se que a vida social e, consequentemente, o desenvolvimento do todo sofre a repercussão da carência hídrica. Com isso, é essencial que haja medidas para reverter essa situação.

Nesse sentido de prejuízo à saúde, a pandemia do Covid tornou explícito o quanto é importante a assepsia, principalmente das mãos. Visto que, é uma das partes do corpo mais expostas e propensas a ter contato com superfícies infectantes e disseminar vírus. Desse modo, é primordial a lavagem regular e adequada, não apenas das mãos, mas de tudo que cerca o indivíduo, como embalagens de alimentos, por exemplo. Entretanto, com a escassez de água, a plena higienização torna-se comprometida, pois a disponibilidade reduzida desse recurso impacta diversos aspectos da vida. Assim, é preciso que altere-se essa realidade.

Ainda nesse viés de efeitos da falta de água, o documentário “Garapa”, gravado no interior do Ceará, exibe os malefícios e as consequências desse cenário, Tem-se como exemplo o atraso social de todos que vivem na cidade, haja vista que crianças e adolescentes, por vezes, abandonam os estudos por não terem acesso a água para situações básicas do cotidiano, como: tomar banho e cozinhar alimentos. Dessa forma, onera o Estado em diversas áreas, a exemplo do maior número de pessoas dependentes de programas socias, já que, com a evasão escolar, os cidadãos, em geral, têm dificuldade para conseguir empregos e necessitam de mais medidas assistencialistas. Além do resultado danoso à saúde, pois, como mostrado no documentário, a populção busca água para ingerir, em açudes, esses, sem nenhum tratamento prévio. Com isso, fica suscetível à doenças como giardíase, o que acarreta em mais gastos para o Estado e para a integridade do ser. Logo, é primordial a modificação dessa estrutura.

Portanto, faz-se necessário que o Estado atue por meio do Ministério da Saúde (MS) e Ministério do Meio Ambiente (MMA), a fim de, aliados, esses criarem campanhas publicitárias veiculadas em redes televisivas e socias, ao exibir a importância de medidas sanitárias preventivas, como higienização do corpo e materias, de forma consciente, ao mitigar o gasto de água para essas ações. Somado a isso, o Governo Estadual, deve analisar os problemas do seu território e, promover campanhas massivas de saneamento e abastecimento de água nos locais carentes. À vista disso, paulatinamente, conseguir-se-à amenizar os impactos da escassez de água no século XXI.