Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 17/07/2019
Na obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, é retratada a realidade de uma família nordestina no enfrentamento de dificuldades relacionadas à ausência de água. Nesse contexto, hodiernamente, essa crise não se restringe apenas ao Nordeste, mas se estende por todo o Brasil, acarretando impactos. Dessa forma, ocorrem prejuízos ao bem-estar populacional, bem como empecilhos para a resolução do problema.
Em primeiro plano, é válido refletir acerca da Constituição de 88, que determina o direito á água como fundamental. No entanto, na realidade é notório que o acesso a esse bem natural se encontra ineficaz em alguns locais, seja pela quantidade ou devido a qualidade. Desse modo, há negligência no que diz respeito ao bem-estar social, quando, por exemplo, ocorre o consumo de água contaminada e a não realização de práticas de higiene.
Outrossim, consoante ao poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond, muitas são as pedras, obstáculos, encontrados no percurso. Nesse viés, alguns também se encontram no enfrentamento da escassez de água, dentre eles está o gasto exagerado de água na agricultura e produção de carne, gerando uma exportação hídrica indireta, já que grande parte dos produtos são destinados a outros países. Ainda mais, isso contribui para o esgotamento dos reservatórios naturais do país.
Em síntese, é imprescindível a adoção de medidas para atenuar o impasse. Para tanto, o Governo Federal - Órgão responsável pela administração do Brasil - deve estabelecer parcerias com a Agência Nacional das águas, de forma que fiscalizem o desperdício de água no meio industrial, aplicando limites e multas, além da criação de políticas públicas de distribuição efetiva, com a finalidade de alcançar o direito assegurado na Constituição.