Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 14/10/2019

Segundo o filósofo pré-socrático Tales de Mileto a Arkhé -o princípio presente em tudo-  é a água. Consoante ao pensamento de Tales sem recursos hídricos não há vida na Terra. Destarte, a esfera pós-moderna a qual a organização social está inserida, designa um cenário que a escassez desse recurso acarreta na miséria e afeta os direitos básicos do ser humano.

Em primeira análise, é importante destacar que de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU- assegura o direito à todo ser humano um padrão de vida capaz de proporcionar-lhe saúde e bem estar. Entretanto, muitas vezes, o precário serviço de saneamento básico, em várias partes do globo e a má distribuição de água impede que a população mundial viva em padrões considerados básicos para a existência humana, acarretando ainda mais para a pobreza mundial. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no âmbito hídrico.

Outrossim, vale ressaltar que a obra de Graciliano Ramos “Vidas Secas” retrata a jornada de Fabiano e sua família, marcada pela busca incessante por água no Sertão Nordestino. Sob o viés do livro, é indubitável que a escassez de água acarreta na miséria humana visto que é um recurso essencial a vida, como já era descrito por Tales. Ademais, segundo uma pesquisa feita pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Economia Aplicada), países pobres, apresentam por pessoa uma média de uso de água de 5 litros  por dia sendo que o recomendado pela OMS é de 7,5 litros, ratificando o quão paralelo está a pobreza e a falta de água.

Portanto, é mister que a ONU em conjunto com a Organização Mundial da Saúde, por meio de projetos financeiros, realize uma fiscalização em lugares periféricos para poder detectar onde não há saneamento básico e onde há sede com o intuito de diminuir os impactos da escassez e do mal gerenciamento de água. Assim será possível mitigar a pobreza e efetivar o que os Direitos Humanos propõe.