Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 20/07/2019
Partindo do pressuposto da escassez hídrica, é incontrovertível que em pleno século XXI, ainda há pilares a serem vencidos pra mitigar os impactos da água escassa. Visto isso, dentre os fatores que cristalizam a problemática, destacam-se a insustentabilidade do agronegócio adotado pelo Brasil e as ações antrópicas advindas da própria sociedade. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas, consequências e possíveis soluções para o impasse.
A priori, é valido salientar que, conforme dito na obra “O Cidadão” pelo filósofo Thomas Hobbes “O homem é o lobo do homem”. Nessa conjuntura, observa-se que o ser humano é um dos agentes modificadores do meio. Por esse ângulo, é através de suas ações degradantes como a poluição dos mananciais e poluição atmosférica que os recursos hídricos estão sendo cada vez mais reduzidos, causando impactos diretos na natureza e na vida da população, como a eutrofização dos rios e a falta d’água potável para consumo diário.
Outrossim, atrelado às ações humanas, o agronegócio brasileiro encontra-se como um agravante à problemática. Tal fato se evidencia nos dados estatísticos fornecidos pela ONU, no qual revela que a atividade agrária,no brasil, utiliza mais de 72% da água disponível no território em seu processo de irrigação. Por conseguinte, em decorrência dessa atividade, a água utilizada nas plantações não são reutilizadas de forma sustentável, e são totalmente “perdidas” após o processo. Sob esse viés, é indubitável que esse recurso natural não renovável tende à se reduzir drasticamente, podendo causar, à longo prazo, um impacto irreversível na vida da população brasileira- e se não for solucionado o impasse, tornará-se-a um desastre mundial.
Portanto, para que o problema da escassez hídrica seja solucionado, é mister que o Estado, juntamente ao Ministério do Meio ambiente, estude medidas sustentáveis para serem utilizados no processo agrário, não só como a implementação de cisternas volumosas que armazenem a água das chuvas, mas também, aumentar a frequência do uso da técnica de gotejamento ao invés do fluxo constante de água, que reduzirá em 50% o desperdício nesse processo, segundo a Organização Das Nações Unidas (ONU). Tudo isso com o fito de reduzir o gasto d’água no agronegócio. Ademais, faz-se imperioso também, que a Mídia- jornalística e de entretenimento- elabore campanhas conscientizadoras, as quais informem a população da necessidade de economia e dos perigos causados pela escassez desse recurso, a fim de fazer com que a sociedade se preocupe com a causa. Assim, seria possível atenuar os causadores dos impactos, e, por conseguinte, reduzi-los.