Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 24/07/2019
A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, é uma das principais responsáveis pelos problemas ambientais que estão em pauta atualmente. Nesse contexto, a questão da água tem se mostrado de elevada importância, visto que esse recurso é finito e imprescindível para manutenção do bem-estar humano. Tendo em vista esses aspectos, a falta de educação ambiental, associada a políticas públicas ineficientes, agem como os principais atores no problema da escassez hídrica em algumas regiões do planeta, promovendo, dentre vários problemas, a ampliação da desigualdade social.
Em primeira análise, é notório que as políticas de proteção à água e a falta de educação ambiental contribuem para a insuficiência desse recurso. Recentemente, o IBGE divulgou que aproximadamente metade da população brasileira não possui acesso ao saneamento básico, um importante política que promove o tratamento de esgotos e impede que esses resíduos contaminem rios e represas atuando, portanto, na segurança hídrica. Nesse panorama, verifica-se que as políticas públicas relacionadas a proteção da água ainda são deficientes e, desse modo, contribuem para o problema da escassez desse bem. Além disso, a falta de consciência ambiental faz com que a população ainda descarte resíduos em lugares inadequados, o que pode levar à contaminação do lençol freático e, consequentemente, diminuir, ainda mais, a quantidade de água disponível para o uso.
Por conseguinte, observa-se que a insuficiência hídrica impacta diretamente a sociedade, atuando como um agente de desigualdade social. No mesmo censo mencionado, o IBGE constatou que na região Nordeste, apenas 12% da população possui acesso ao saneamento básico, enquanto na região Sul, quase 70% possuem acesso. Nesse contexto, a primeira região possui um número maior de casos de doenças, como verminoses e cólera, por exemplo, do que a segunda, o que implica em uma população mais doente, com menor qualidade de vida e com menor chance de ascensão social. Dessa forma, verifica-se que o déficit de água impacta mais fortemente as regiões mais pobres, ampliando a desigualdade social.
Impende, portanto, que a fragilidade das políticas públicas e de educação ambiental promovem a insuficiência dos recursos hídricos, a qual pode atuar na ampliação do desequilíbrio social. Para que esses impactos sejam resolvidos é preciso que o governo Federal atue junto ao Municipal na disponibilização de mais recursos financeiros para o saneamento básico. Ainda, ONGs e órgãos ambientais, como o IBAMA, devem promover palestras e ações sociais sobre educação ambiental para o público em geral, em centros comunitários, para conscientizá-los sobre a importância da água. Dessa forma, a segurança hídrica será mais efetiva e os impactos do déficit hídrico serão menores.