Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 09/08/2019

Na canção “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga, é possível identificar profunda tristeza do compositor ao descrever a seca no nordeste brasileiro. Entretanto, com o processo de globalização, a escassez de água deixou de ser um problema regional, tornando-se um fenômeno mundial. Nesse contexto, faz-se necessário analisar os questões sociais, ambientais e econômicas em relação ao uso da água.

É indubitável a importância do líquido na manutenção da vida. Atrelada ao consumo, saneamento básico, higiene pessoal, entre outras coisas, a necessidade acerca da água, a torna o principal combustível para que haja vida na terra, uma vez que insuficiente, é motivo de disputa, segregação e guerra entre nações. Comprava-se isso por meio de estudo realizado pela Organização das Nações Unidas(ONU), conforte tal, os impactos da crise hídrica que assolara o mundo em 2030, deve se assemelhar à 1° guerra mundial. Dessa forma, nota-se a relevância de medidas que a protejam.

Outrossim, vale ressaltar o caos que a escassez de água gera na natureza. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 140 afluentes poderão desaparecer até 2025, como resultado, causando o declínio no nível de vários rios brasileiros. Desse modo, as consequências são inúmeras, tais como: o desaparecimento de matas ciliares, lixiviação dos solos, migração das espécies locais, além de modificar a cadeia alimentar dos animais e humanos da região, dentre outros fatores.

Ademais, o fator econômico registra desgaste no que tange à carência hídrica. As indústria têxtil, automobilística e o setor agropecuário, necessitam do uso direto da água para a produção de seus produtos. Contudo, além do consumo exacerbado para o desenvolvimento de suas práticas, a poluição gerada por elas se torna mais um adendo, impactando diretamente o regime pluviométrico da região. Dessa maneira, é possível reafirmar o pensamento de Fuller, " o ser humano está adquirindo toda tecnologia certa, pelas razões erradas".

Diante do supracitado, torna-se evidente que o principal meio para solucionar a problemática é encontrando equilíbrio dessa situação. Portanto, a Mídia deve enfatizar, por meio de propagandas, rádios, revistas e redes sociais, o uso consciente da água, dando ênfase em mensagens apelativas para que o receptor reflita sobre seus atos e incorpore em seu dia a dia ações que diminua o consumo. Além disso, é mister que o Ministério da Agricultura e Governo Federal estabeleçam um pacto direto com as Empresas, para modernização de suas técnicas de produção e reutilização da água, aplicando multas para quem desrespeitar o acordo. Sendo assim, a água receberia seu devido prestígio.