Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 24/08/2019
Na obra “Vidas Secas”, o autor Graciliano Ramos relata a desigualdade e dificuldade de obtenção de um importante recurso: a água. Nesse contexto, no livro é retratado um ambiente assolado pela seca nordestina, em que a pobreza e a miséria faziam parte do cotidiano dos personagens. No limiar do século XXI, a realidade de muitos cidadãos é semelhante a esse cenário, no qual a escassez de recursos hídricos acarreta malefícios à população. Tal fato advém do desperdício e da poluição desse bem, o que é um problema para todo o âmbito social.
É válido ressaltar, inicialmente, que a aparente abundância de água gerou a cultura do desperdício, o que reduz a quantidade dela disponível para aproveitamento. De acordo com Paul Atson, co-fundador da ONG ambiental Greenpeace: “Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente.” Sob essa ótica, há a necessidade da sustentabilidade no mundo contemporâneo. Todavia, o grande volume de recursos naturais acarreta a falsa noção de que eles durarão por muito tempo, o que resulta nos casos de consumo inconsiciente, sobretudo dos bens hídricos. Dessa forma, parte da sociedade civil utiliza eles de forma demasiada e superior a sua real necessidade, o que gera escassez e aumenta a restrição de seu acesso.
Convém enfatizar, ainda, que a poluição da água é um outro problema que acarreta crises por sua falta. Alguns fenômenos como a industrialização, a urbanização e os avanços na agricultura promoveram diversos benefícios a humanidade. Contudo, nem todos os resultados foram positivos, a destacar a questão do lixo, dejetos de fábricas e uso exacerbado de agrotóxicos nas lavouras, visto que contaminam os lençóis freáticos, o que afeta a qualidade de muitas fontes de água. Por conseguinte, esse cenário corrobora prejuízos a qualidade de vida e a saúde dos indivíduos, pois ela é essencial para a execução de atividades básicas como beber, lavar e cozinhar. Desse modo, há maior dificuldade de disponibilidade de água potável.
Portanto, os impactos da escassez de água são negativos para a coletividade. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a mídia, veicular medidas socioeducativas de combate ao desperdício. Isso pode ser feito por meio de debates sobre o assunto em programas televisivos, anúncios publicitários e ficções engajadas que abordem os efeitos do problema. Além disso, o Sistema Legislativo deve formular leis mais rigorosas para casos de poluição de bens hídricos, punindo com multas altas e prisões os cidadãos ou empresas que poluírem a água. Assim, o problema será atenuado, contribuindo para o bem comum da sociedade.