Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 11/09/2019
Em Vidas Secas, Graciliano Ramos retrata uma família de retirantes que tenta sobreviver na seca do Nordeste. O romance de 1938 se mostra muito atual, porém, hoje a seca não se restringe ao sertão nordestino mostrado no livro, ela é um mal que assola diversos países ao redor do mundo. Tal fato, gera graves impactos que devem ser analisados.
Em primeiro plano, cabe analisar os impactos ambientais causados pela falta de água. Com a Revolução Verde, o mundo viu o advento de novas tecnologias na agricultura e o aumento da produção de alimentos, porém, viu-se, na mesma medida, o crescimento do desmatamento. Com isso, foi afetado o ciclo da água e tornou a falta de chuva uma realidade mais presente. A estiagem causa sérios danos ao meio ambiente, como o aumento da temperatura, o maior risco de incêndios e o desaparecimento de ecossistemas, devido aos rios e lagos que secam devido a falta de abastecimento.
Ademais, com o agravamento da crise hídrica, a água pode vir a se tornar menos acessível. De acordo com a Lei da Oferta e da Procura, de Adam Smith, se um produto estiver em falta, seu preço tende a aumentar. No contexto atual, com a diminuição da disponibilidade de água, ela pode se tornar mais valorizada. Com isso, populações mais pobres terão menos acesso, o que pode ocasionar um grave caso de desidratação mundial.
Em suma, percebe-se que são necessárias mudanças a fim de mitigar os impactos causados pela escassez de água. Logo, para diminuir os problemas causados pelo desmatamento e equilibrar o ciclo da água, cabe ao Ministério do Meio Ambiente fomentar atividades de reflorestamento através do Programa Nacional de Florestas, atuando em grandes propriedades agrícolas. Dessa forma, espera-se que a água se torne mais abundante e que todos tenham acesso a ela. Assim, acredita-se que o mundo se afastará da realidade vivida em Vidas Secas.