Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 08/10/2019

A água é um elemento indispensável à vida, sendo considerada como essência do universo pelo filósofo pré-socrático Tales de Mileto. Contudo, no século XXI, observa-se indícios de escassez hídrica no Brasil pois, embora o país tenha grandes reservatórios aquíferos, a distribuição desigual e o desperdício por parte da sociedade e da agricultura tornam a situação preocupante. Nesse sentido, urgem medidas governamentais para resolver essa problemática.

Em primeira análise, é necessário considerar os motivos que explicam essa situação. É possível pensar, por exemplo, na extensa dimensão do território brasileiro, que sofre influência de diferentes tipos de massas de ar, solos, vegetação, entre outros. Sendo assim, regiões de solo profundo, cuja flora realiza alta taxa de evapotranspiração e ocorre ação da massa equatorial continental, possuem chuvas abundantes e, geralmente, fácil obtenção de água. Em contrapartida, a região semiárida nordestina sofre com secas prolongadas, solos pouco produtivos e rasos. Dessa forma, a acumulação de água é prejudicada e, somado a isso, há negligência do governo em propôr alternativas eficazes para que a população tenha acesso a esse recurso.

Dessa forma, é preciso perceber os graves efeitos desse panorama. Uma delas relaciona-se ao consumo irresponsável pelas regiões privilegiadas geograficamente. Isso se deve à falta de consciência sobre o fato de a Terra ser um sistema fechado com recursos finitos, como a água potável. Além disso, o agronegócio, principal setor econômico do país, consome cerca de 60% dos valores hídricos diários, de acordo com a Agência Nacional de Águas. Esse fator é preocupante, uma vez que o maior consumidor de água do país recebe incentivos governamentais, mas, geralmente, não investe em maneiras mais econômicas de utilizar esse recurso, ou seja, desperdiça dinheiro público e água.

Por isso, torna-se evidente a necessidade do Estado de conscientizar a população, por meio da mídia, sobre a necessidade de consumir recursos hídricos de forma moderada. Ademais, é essencial que o Ministério da Economia destine os impostos do agronegócio para fomentar obras que permitam regiões secas acesso a água facilmente e à tecnologias que diminuam o desperdício desta na agricultura, para que a escassez seja driblada sem prejudicar a qualidade de vida da população.