Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 03/09/2019
O filósofo pré-socrático Tales de Mileto afirmava ser a água a origem de todas as coisas. Tal crença evidencia a importância desse bem para a humanidade e a natureza como um todo, mas que, no entanto, tem se mostrado cada vez mais na iminência de escassez. Nesse viés, dada a importância e necessidade dos recursos hídricos para a vida no planeta, sua insuficiência gera impactos diretos na economia dos países e na qualidade de vida da população.
É importante pontuar, de início, que a agua é de extrema relevância para as atividades econômicas já que, segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), cerca de 70% da água utilizada no mundo direciona-se à agricultura e 22% às indústrias. Desse modo, observa-se que a escassez de recursos hídricos tem impacto direto na economia das nações, visto que com a falta de água a produção de bens de consumo fica comprometida, o que diminui a oferta desses produtos, contribuindo para a queda de exportações, ocasionada pela diminuição de mercadorias disponíveis, e consequente retração da economia.
Outrossim, os impactos da escassez de água comprometem também a qualidade de vida da população. Isso se deve ao fato de que, em países que possuem sua matriz energética pautada em usinas hidrelétricas, como o Brasil, a falta de água impede o fornecimento de energia, dificultando tarefas cotidianas que demandam o uso de eletricidade, além de que o custo da energia elétrica torna-se mais elevado. Ademais, a escassez de recursos hídricos faz com que parte da população não tenha acesso a quantidade suficiente de água necessária para suprir necessidades básicas, como higienização corporal e preparo de refeições, o que compromete a dignidade humana e contribui para o surgimento de patologias advindas da má higienização do corpo e alimentos.
Frente ao exposto, fica evidente a necessidade de medidas que visem diminuir os impactos da falta de água no mundo. Para isso, é imprescindível que órgãos internacionais, como o FMI (Fundo Monetário Internacional), financiem projetos de conversão de água imprópria para o consumo em água portável, como a dessalinização de águas oceânicas, destinando verbas para a execução de tais projetos, a fim de aumentar a quantidade de recursos hídricos passíveis de serem utilizados e, assim, reduzir os impactos da escassez desse bem natural imprescindível à vida no planeta.