Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 04/09/2019
A música Planeta Água, de Guilherme Arantes, traz versos que retratam os diversos usos da água no cotidiano, expondo veemente sua importância para todos. Contudo, é crucial recordar que esse é um recurso finito, que tende a acabar ainda mais rapidamente devido ao desperdício por parte dos cidadãos e o uso excessivo no agronegócio.
De fato, um artigo publicado pela revista Época atesta que há o risco de não existir mais água no futuro. Entretanto, mesmo diante de situação tão alarmante, o desperdício nas atividades cotidianas é crescente, seja nos banhos demasiadamente longos ou no uso de fontes com grande potência para a lavagem de automóveis. Outrossim, vale ressaltar que a preocupação com os recursos hídricos é de conhecimento geral - ensinada, inclusive, para crianças matriculadas no ensino básico - mas só a informação não parece ser suficiente. De acordo com o grande ativista americano Martin Luther King, “quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele”. Obliquamente, grande parte dos cidadãos contribui conscientemente para o fim da água no planeta Terra, seja por comodidade ou ceticismo.
Ademais, não apenas a população consome recursos hídricos de maneira irresponsável, mas assim também faz o agronegócio. Nesse viés, o documentário “Cowspiracy”, disponível na Netflix, retrata dados alarmantes sobre a pecuária. Segundo o pesquisador e protagonista, para a fabricação de um hambúrguer de 114 gramas, utilizam-se 2,5 litros de água. Em consonância, a produção desenfreada de alimentos de origem animal e advindos da lavoura, além de consumirem esse recurso exageradamente, são responsáveis por grande parte do desmatamento e, consequentemente, seca dos rios e lagos. Ou seja, a contribuição da agricultura é duplamente negativa, do ponto de vista hídrico, visto que dissipa o patrimônio e destrói a fonte.
Desse modo, é indispensável a intervenção no que diz respeito ao consumo excessivo de água. Assim, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, em conjunto com as Universidades de todo país, investir em estudos que inovem o seu uso, como a criação de outros fluidos químicos que a substituam em algumas atividades diárias, por meio de investimentos em Iniciação Científica para alunos da graduação, mestrado e doutorado, de maneira a contribuir com o fim do desperdício, para que, assim como dito na canção de Arantes, a água possa continuar a mover nossos moinhos, percorrer riachos e matar a sede da população.