Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 18/09/2019

A água potável e segura e o saneamento adequado são fundamentais para a redução da pobreza e para o desenvolvimento sustentável. Para Tales de Mileto, filósofo pré-socrático, o princípio de todas as coisas era a água, ou seja, ela seria constante e constitutiva. No entanto, na atualidade, esse recurso está escasso, principalmente no Brasil, onde outrora era abundante. Nesse sentido, essa escassez é causada, sobretudo, pela ausência de tratamento e distribuição igualitária da água, bem como a falta de práticas conservacionistas, gerando as constantes crises hídricas no território nacional.

De acordo com dados da ONU (Organização das Nações Unidas), há apenas 3% de água doce no mundo e apenas 1% está no estado líquido, sendo que cerca de 70% de toda água consumida é destinada à irrigação de lavouras, seguida da atividade industrial, com 22%.  Dessa forma, a má gestão, o desperdício e a falta de interesse entorno de alternativas para o gasto desenfreado desse recurso natural, poderá causar sua ausência em um futuro não tão distante.

Ademais, evidencia-se que os maus hábitos de consumo, a exemplo de banhos demorados e a lavagem de carros e calçadas com mangueira são os maiores fatores que acarretam no desperdício de água nas residências brasileiras. O impacto vivenciado pelo estado de São Paulo, no período de 2014 à 2016, quando as ofertas de água na região atingiram níveis preocupantes é um reflexo desse problema.

Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas a fim de assegurar o acesso à água. O governo brasileiro deve realizar, constantemente, providências tanto em relação ao uso residencial, quanto ao uso agrícola. Cabe aos representantes de países desenvolvidos, em conjunto ao Clube de Roma, realizarem investimentos nos grandes centros de pesquisas e desenvolvimento, para criar e aprimorar pautas acerca da obtenção de água potável de uma forma mais acessível à população.