Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 28/09/2019
Desde a Antiguidade Oriental, a água já era vista como fonte de vida, os egípcios, por exemplo, e os demais impérios, estabelerecem-se na beira de rios, devido a necessidade de contato com o fluido para elaborarem suas atividades. Hodiernamente, a sociedade do século XXI se comporta de forma divergente, não reconhecendo o valor do bem, sua relevância para a vitalidade. Ademais, se omitem diante as consequências da escassez, que gera grande divisão mundial e acarreta em diversas doenças. Logo, é indubitável a necessidade do acesso à água.
A princípio, é importante ressaltar a principal causa da inacessibilidade a fonte: a desigualdade social. Consoante ao sociólogo Karl Marx, a luta de classes é o motor da história. Assim, enquanto a classe desfavorecida carece de um recurso hídrico potável para ingerir e manter sua saúde, a classe dominante usa do fluido de forma inconsciente. Por exemplo, o colossal uso na agricultura, onde são necessárias 1000 toneladass de água para produzir 1 tonelada de grãos, ao passo que pessoas morrem pela falta. Deste modo, é certo que o contraste econômico afeta até a vitalidade humana.
Outrossim, vale salientar ainda, os problemas enfrentados pela insuficiência da água no organismo humano, de forma direta e indireta. De certo, a ausência temporária do líquido causa anomalias no sistema do indivíduo, como vômitos, queimaduras e insuficiência renal. Além disso, a falta de água limpa e um saneamento básico pode proliferar outras doenças, como exemplo: a cólera e a esquistossomose, comprometendo intensamente sua higidez. Dessarte, o acesso e os recursos provenientes da água são necessários ao ser humano.
Portanto, segundo o filósofo racionalista René Descartes: “Não existem métodos fáceis para problemas difíceis ”. Tornando, assim, necessário intervenções bruscas que abrangem a conscientização do uso e da acessibilidade à água. Logo, é certo que a ONU, Organização das Nações Unidas, junto aos demais países, visem pela aquisição de todos às necessidades básicas de consumo da fonte e regulem seu uso, por meio de projetos que levem o recurso hídrico para a população carente e de leis que estimem uma quantidade para os grandes negócios. Para que, assim, a sociedade consiga ter os mesmos direitos perante o uso vital, se afastando das gravidades geradas pela ausência e se aproximando dos conceitos arcaicos impostos na Antiguidade Oriental, reconhecendo o principal meio para a existência humana.