Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 09/10/2019
O uso inconsciente da água por parte da sociedade tem elevado o número de escassez desse recurso em vários países. Entre os anos de 1940 e 1960 esta problemática era uma preocupação evidenciada apenas em países subdesenvolvidos, no cenário atual países tidos como grandes potências sofrem com a escassez de água, como é caso da China. No entanto, atos de desperdício e uso descontrolado da água, são vistos persistentemente em boa parte dos países no mundo, devido a falta de conhecimento da sociedade a respeito da importância da conservação e uso moderado da água, somado a falta de fiscalização de entidades reguladoras, tendo em vista falta de respeito de alguns países com a segurança dos recursos hídricos ainda existentes.
Segundos dados da Organização das Nações Unidas, o uso exacerbado da água tem sido uma das causas da instabilidade de ecossistemas. Não obstante, os assíduos atos de mau uso da água, revelam a falta de conhecimento da sociedade sobre esse recurso que é esgotável e de pouca existência em sua forma potável(toda a água própria para consumo). Esta preocupação revelada pela ONU fez com que fosse criado em 1992 em sua Assembléia Geral o ‘‘Dia Mundial da Água’’ em prol de um maior apoio social para a preservação desse recurso e diminuição dos impactos causados pela escassez, visto que é um recurso indispensável para a sobrevivência humana, porém em alguns países ainda é pouco difundida a sua importância.
Outrossim, ainda segundo a Organização, relatórios apontam o desperdício em maior volume em países ricos, ultrapassando índices de litros por dia, que deveria ser de 50 a 100 litros por individuo. No Canadá por exemplo, uma pessoa utiliza em média 600 litros de água por dia, ou seja, 6 vezes mais do que o recomendado pela ONU. Em face disso, nota-se que há uma ineficácia na fiscalização por parte dos países por meio de seus Chefes de Estado, o que faz com que esse recurso se torne cada vez mais escasso, deixando claro a necessidade de maior envolvimento dos países desenvolvidos no que diz respeito a conscientização de pessoas e segurança hídrica.
Dessa forma, cabe a ONU, sinalizar medidas e diretrizes mais eficazes para o uso consciente da água, por meio de projetos desenvolvidos e debatidos dentro da Assembléia Geral juntamente com os Chefes de Estados, visando amenizar os impactos da escassez de água. Ademais, a mídia como formadora de opinião, deverá promover campanhas socioeducativas em conjunto com órgãos de proteção da água, para o desenvolvimento moral e consciente da sociedade, afim de desenvolver a participação coletiva, pois a água é o bem mais precioso da humanidade, não por seu valor comercial, mas por ser essencial para a sobrevivência, não há vida sem água.