Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 24/10/2019
A água ocupa cerca de 71% da superfície terrestre, entretanto, por volta de 90% é água salgada. Apesar disso, os países, em sua maioria, conseguiram se desenvolver até os dias atuais, porém, a escassez de água ocorrerá em futuro não muito distante e, por isso, deve ser combatida. Caso isso não ocorra, o mundo, será imerso em uma crise de âmbito socioeconômico, uma vez que, a água potável, não conseguirá garantir o abastecimento de todos os países e se tornará, por isso, a principal commodity.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que, a água potável, não está distribuída uniformemente pelo globo, afetando a cultura e economia de alguns Estados menos favorecidos. Apesar disso, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a falta de água atinge somente a 900 milhões de pessoas. Todavia, esse número tende a saltar para 2,8 bilhões em 2050, ocasionando, assim, crises hídricas em pelo menos 48 países. Em suma, a escassez hídrica acarretará problemas sociais, uma vez que, impedirá que uma boa parte da população atual não consiga utilizar da água potável para seus fins, assim como prevê a OMS.
Em segundo lugar, há a questão econômica, na qual, a água, se tornara o principal produto de exportação dos países. Desse modo, aqueles com menos recursos serão obrigados a importar cada vez mais, gerando, a longo prazo, ainda mais escassez. Além disso, conforme os reservatórios diminuem, o preço, tende a aumentar, impactando a ainda mais a economia dos países em crise.
Portanto, tem-se que, a crise hídrica, acarretará impactos socioeconômicos em escala mundial, e por isso deve ser combatida. Cabe, então, as empresas de tecnologia e instituições de pesquisa, procurarem métodos que possibilitem a dessalinização, em larga escala, de águas, por meio do uso da osmose reversa, por exemplo. Com a finalidade de conseguir, a curto prazo, produzir uma maior quantidade de água potável e, consequentemente evitar a crise iminente.