Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 17/10/2019
As civilizações Hidráulicas, como o Egito e a Mesopotâmia, foram povos do Oriente Médio, consideradas as primeiras grandes sociedades. Elas tinham em comum o fato de viverem em regiões áridas, mas com grandes corpos de água para se sustentarem, como o rio Nilo, Tigre e Eufrates. Esses povos refletem a importância da água para o ser humano e até para a humanidade. Entretanto, devido a hábitos insustentáveis de consumo de água esse recurso essencial tende a entrar em escassez e, por isso, é necessário criar medidas para reduzir seus gastos desnecessários.
Vale ressaltar que, a água não vai está acabando, mas na verdade seu uso está sobrecarregado. Isso se deve à taxa de recarga das bacias hidrográficas ser inferior à de consumo. Logo, é essencial reduzir o uso da água para que ainda seja sustentável usufruir-se dela. Para isso, a meta diária ideal seria uma média 50 litros por pessoa, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). No entanto, esse valor é extrapolado mundialmente, como o Brasileiro que consome na média de 187 litros diários, e por essa razão, é incontestável que deve-se mudar os hábitos em relação ao consumo hídrico.
Ademais, consome-se água não apenas em seu estado natural, mas também ao utilizar algum produto cuja produção houve o seu uso. A carne bovina é um grande exemplo: para cada 1 kg dela, 14 mil litros de água foram consumidos principalmente na produção dos alimentos para o gado. Essa é a denominada água virtual e responsável por 92% da utilização aquífera no planeta, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). Deste modo, é indispensável que se evite o consumismo, principalmente de produtos com muita água virtual.
Portanto, para que a população faça um uso racional da água, é necessário que o Estado promova impostos extras para produtos que consumam água em demasia em suas respectivas produções. Para isso, esse projeto de lei deve ser desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente e que, após posterior aprovação no Congresso Nacional, a executará. Por fim, à medida que os produtos com muita água virtual ficarão mais caros, haverá uma tendência, por parte da população, de evitá-los, levando a uma ideal sustentabilidade hídrica na sociedade.