Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 17/10/2019
Em 1997, foi sancionada a Lei das Águas, a qual tinha o intuito de proteger os recursos hídricos para garantir o desenvolvimento sustentável e a manutenção do meio ambiente ecologicamente equilibrado. Porém, nos dias atuais é possível perceber a ineficiência dessa lei, pois ainda há grande prevalência da má distribuição de água, e também escassez pela má gestão. Por isso, são necessário maiores cuidados que visem conter esses males ainda presentes no século XXI.
Em primeiro plano, a má distribuição de água é um problema ainda nos dias atuais. Tal fato, pode ser associado ao processo de urbanização acelerado, no qual houve um aumento da demanda em áreas mais populosas, como também gerou contaminação dos corpos hídricos por resíduos domésticos e industriais. Desse modo, é necessário atenção, pois a água é um bem público e necessário a todos e sua distribuição deve ser equitativa.
Outro fator importante, é a má gestão desse recurso, que em momentos de escassez se percebe que não foram criados meios para lidar com esses impasses. É notório, que há uma ideia de super abundancia de água no Brasil já que este detém aproximadamente 12% da água doce do planeta. Sobretudo, problemas de escassez localizada de água, são agravados por sistemas de saneamento básico deficientes – falta de sistemas de coleta, tratamento e drenagem. Isso torna boa parte das águas impróprias para o uso humano.
Portanto, essa problemática urge atenção da sociedade e órgãos públicos, para que esse bem tão necessário a todos não se torne cada vez mais escasso. É dever do Governo, através da Ação Civil Pública, intervir com rigidez na administração dos recursos hídricos de responsabilidade de Estados e Municípios, através de leis que obriguem melhorias no saneamento básico e da captação e tratamento hídrico, bem como campanhas de conscientização da sociedade para economia de seu uso. Somente assim será possível garantir a eficiência da Lei das Águas.