Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 20/10/2019
A Agência Nacional de Águas(ANA), criada em 2000, tem como função regular a administração dos recursos hídricos do Brasil, promovendo o seu uso sustentável em benefício das atuais e futuras gerações. Contudo, a instituição têm enfrentado desafios para exercer o seu papel, o que se deve tanto ao crescente consumo da água, quanto à má gestão na sua distribuição no país. Nesse sentindo, convém analisar os principais fatores e possíveis medidas relacionadas a esse revés social.
A priori, vale ressaltar o uso excessivo de água no setor agrícola e industrial como um empecilho para sua preservação. Acerca disso, é pertinente citar o conceito de ‘‘Água Virtual’’ criado pelo cientista inglês John Anthony, que se refere à quantidade desse recurso utilizado em toda cadeia produtiva, a qual os indivíduos não veem. Sob essa perspectiva, nota-se que em decorrência do crescimento e do consumismo da população, a demanda pela produção de alimentos e bens duráveis aumentou, e com isso, a elevada aplicabilidade de água no processo de fabricação. Dessa forma, para atender as necessidades dos brasileiros, o sistema produtivo têm corroborado para a crise hídrica no país.
Outrossim, é imperioso destacar a ausência de infraestrutura na rede de abastecimento hídrico como um fator preponderante para a problemática em questão. Consoante a teoria do ‘‘Contrato Social’’ do filósofo Rousseau, o Estado, dotado de poderes pelo povo, deve resolver todas as questões públicas de maneira justa e equânime para que a vida em sociedade seja harmônica. A esse respeito, vê-se que o Governo deturpa essa premissa, tendo em vista a falta de planejamento de sistemas de captação e armazenagem de água em várias regiões do país, o que têm afetado a qualidade de vida de milhares de pessoas. Prova disso, foi a crítica redução de oferta de água ocorrida em 2014 no estado de São Paulo, provocada por falhas governamentais, segundo informações do G1.
Destarte, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para coibir a escassez desse solvente universal. Para tanto, cabe ao Governo, mediante o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, criar mecanismos que torne obrigatório a aplicação de selos que informem o volume de água gasto na fabricação das mercadorias disponíveis, a fim de que a população tome consciência dos impactos causados pelo seu consumo desenfreado. Junto a isso, é vital melhorias no compartilhamento do mineral líquido na sociedade, por meio da transposição dos rios e implementação de esquemas de racionamento, com a propósito de disponibilizar esse fluído de forma equilibrada em todo território. Só então, será factível assegurar a utilização desse recurso de maneira mais sustentável, e assim, evitar futuros problemas.