Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 24/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a escassez de água apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto das pessoas que não economizam água, quanto da poluição dos rios e mares. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o escassez da água deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, o desperdício de água acaba trazendo consigo, muitos problemas, como a escassez de água, quanto mais desperdiça mais acaba. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a poluição como promotor do problema. De acordo com o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, se continuar com esse desperdício e poluição a água potável diminuirá drasticamente até 2025. Partindo desse pressuposto, a água não pode ficar diminuindo, todos têm que usufruir da água. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o (Argumento 2) contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a escassez, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação e o Poder Legislativo, será revertido em leis e ensinamentos, através das escolas e das propaganda nas televisões, ensinando as pessoas que não se deve desperdiçar e nem poluir, e mostrar os riscos que isso pode causar, e fazer leis que punem as pessoas que poluem e desperdiçam. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da escassez, e a coletividade alcançará a Utopia de More.