Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 29/10/2019

O consumo responsável é uma das metas de sustentabilidade da ONU para 2030. Entretanto, no Brasil, não se vê um meio social favorável para atingir esse objetivo, pois, ainda hoje, o gasto de água é feito de forma imprudente. Por isso, convém analisarmos alguns fatos que circundam essa realidade e possível medida.

Primeiramente, é necessário compreendermo a impotância do homem na preservação de tal riqueza natural. Segundo o pesamento do filósofo Francis Bacon, o comportamento humano é contagioso. Nesse sentido, podemos compreender que a inconsequência no uso da água é um mal que não se restringe a uma minoria do corpo social ou apenas aos dias atuais, mas uma característica herdada de outras gerações; isso evidencia-se nas atitudes comuns, porém imprudentes, de algumas pessoas, como lavar calçadas com mangueiras. É inaceitável que em um país com desenvolvidas leis ambientais, como o Brasil, essa realidade se perpetue.

Outrossim, a falta de informação colabora para a permanência dessa situação. Émile Durkheim dizia que o indivíduo poderá agir apenas na medida que conhece o contexto em que está inserido. Seguindo esse viés, de nada adianta a existência de políticas ecológicas meio a uma sociedade que não apresenta conhecimento de causa, e, quando a conhece, ignora. Torna-se inadmissível que, em um mundo globalizado, não se busque conhecer os riscos acarretados do mau uso da água.

Urge, portanto, que o Governo Federal interfira para a solução dessa problemática. O Ministério do Meio Ambiente, por meio de parceria com o Ministério da Educação, deve promover palestras sobre crise hídrica e a importância da sustentabilidade para combatê-la, garantindo assim que, desde a infância, os cidadãos saibam a importância dessa temática. As palestras seriam realizadas bimestralmente nas escolas públicas, abertas ao público geral e ministradas por geográfos especializados na área. Espera-se, com isso, conscientizar a população a cerca da escassez de tão importante recurso e, com isso, cumprir, até 2030, as metas da ONU.