Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 31/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos e problemas. Conquanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que alguns conflitos por causa da escassez de água são desencadeados. Logo, esse cenário antagônico é fruto da má distribuição dos recursos hídricos e perpetuado pelo descaso das pessoas  quanto a preservação. Diante disso, se torna fundamental a discussão desses aspectos, com a finalidade do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a escassez de água deriva da desproporcionalidade da  sua disponibilidade. Acerca dessa lógica, se verifica que no Brasil, 80% dos recursos hídricos estão concentrados na Amazônia, o restante está nas outras regiões do país. Além disso, o problema é agravado pela falta de consciência da população quanto a preservação do bem mais importante para a continuidade da vida na Terra. Sob essa ótica, segundo Thomas Fuller,“enquanto o poço não seca, as pessoas não sabem o valor da água”. Portanto, é evidente que é necessário uma conscientização dos indivíduos, para acabar com a perpetuação desse quadro deletério.

Outrossim, é imperativo ressaltar que podem acontecer alguns conflitos pelo interesse no H2O (molécula de água). A partir desse pressuposto, de acordo com estudo da Organização das Nações Unidas, existem algumas áreas que entrarão em choque por esse recurso nos próximos 30 anos, as quais são, o Oriente Médio, a Ásia Central e o sul da África. Contudo, a água não deve ser um objeto de disputa, mas sim de cooperação, para que isso aconteça, é preciso o desenvolvimento de acordos como os do Estados Unidos e Canadá, no qual eles compartilham a bacia do Rio Columbia. No entanto, a principal forma de evitar conflitos é a utilização consciente do H2O.

Destarte, a fim de mitigar a escassez de água, gerada pela sua má distribuição e aproveitamento, necessita-se que os Estados direcionem capital que, por intermédio de seus Ministérios que cuidam do meio ambiente, será revertido na potencialização da conscientização da população, por meio de propagandas na televisão, internet e rádio.  Dessa maneira, as campanhas publicitárias devem mostrar ao povo a importância da água e incentivar sua preservação, para que todos tenham recursos hídricos potáveis. Com isso, os conflitos não irão mais acontecer e a coletividade alcançará a Utopia de More.