Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 01/11/2019

Do século V ao XV, o mundo era uma sociedade feudal e a base da economia consistia na agricultura. Mesmo com o passar dos anos, o sistema agrícola não mudou. Dessa forma, sabe-se para que haja a plantação é necessário o solo e, com maior importância, a água, pois sem o recurso hídrico não há colheita de nenhum alimento. Paralelo a isso, na sociedade hodierna, a água continua sendo a base da vida, uma vez que ela é a gênesis de tudo. Entretanto, sua escassez acarreta doenças aos humanos e prejudica o funcionamento da economia brasileira.

Em primeira análise, afirma-se que aproximadamente 70% do corpo humano é composto por água, tornando-na essencial desde as células até o organismo. Todavia, esse fluido encontra-se cada vez mais ausente no nosso planeta, impactando o aumento do número de doenças nos seres humanos, porque sem esse líquido, não é mantida a homeostase, ou seja, o equilíbrio do corpo, deixando-o suscetível às enfermidades e, em casos mais graves, até a morte. Tendo como exemplo: o cálculo renal, doença acometida pelo acúmulo de sais e minerais nos rins que não foram dissociados pela água, mostrando que esta não pode faltar no corpo.

Em segunda análise, a carência da água afeta o mundo, mas, principalmente, a economia brasileira, já que o Brasil é basicamente agrário. Segundo o Ministério da Agricultura, o agronegócio é responsável por 21,6% do Produto Interno Bruto (PIB), evidenciando a importância do agrohidronegócio para o tesouro brasileiro, ou seja, a água vinculada à terra garante a vitalidade da produção agrícola. Além disso, de acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), a agricultura irrigada e o abastecimento  animal representam 60% do uso de água no país, revelando, assim, o grande valor que esse líquido tem.

Portanto, a água é a base da vida. Por isso, faz-se necessário que o Governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, conscientize a população sobre a relevância desse fluido para o corpo com o uso de cartazes e palestras nas cidades visando uma melhoria na vida do cidadão. Além disso, o Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, estimule as empresas agrícolas economizarem água, dando-as incentivos fiscais para que não falte esse precioso recurso natural no futuro. Desse modo, garantindo o funcionamento pleno da sociedade como acontecia na sociedade feudal.