Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 01/11/2019
Percebe-se que, o racionamento de água no Brasil, é um problema que deve ser enfrentado uma vez que diariamente pessoas ficam sem acesso aos recursos hídricos necessários garantidos pela Declaração Universal de 1948 ,Assim,os debates acerca da questão da água estão cada vez mais disseminados é imperioso analisar as consequências desse item. Nesse sentido, dois fatores fazem-se relevantes: a poluição e a inércia estratégica estatal.
Em primeiro lugar, segundo o filósofo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de pensar e agir, dotada de exterioridade, coercitividade e generosidade. Diante desse nexo, observa-se que a poluição é o reflexo do descompromisso da sociedade com o fato social, haja vista que as pessoas praticam atos abomináveis e insensíveis, como, por exemplo, a jogada de lixos e o lançamento de produtos químicos em rios e lagos. Assim sendo, a água, devido a poluição gerada pelos indivíduos, está se tornando cada vez mais escassa.
Ademais, análoga à primeira lei de Newton, verifica-se que há uma inércia estratégica estatal no país. Comprova-se isso pelo fato de que o Estado não promove políticas de otimização da saúde pública, uma vez que muitos brasileiros não têm acesso à água tratada e à rede de saneamento básico de qualidade e, dessa forma, os cidadãos são prejudicados por conta do desinteresse do governo em solucionar os imbróglios que rodeiam as situações em que a água está inserida. É fato que: o regime estatal é incompetente perante essa conjuntura. Em face do exposto, intentando o alcance da água para todos e a preservação desse bem, conforme o pensador Auguste Comte, é preciso saber prever a fim de prover.
Assim, o Ministério da Saúde e o Ministério do Meio Ambiente devem realizar campanhas e palestras que visam alertar a população sobre os malefícios que os maus tratos à agua geram, além de criar projetos que objetivam melhorar as redes de saneamento básico e construir mais empresas de tratamento de água, por meio de políticas públicas e dos veículos midiáticos, com intuito de sensibilizar a comunidade acerca da importância da água e aprimorar a vida de todas as pessoas. Para mais, o Estado deve abandonar a “comodidade” para que ações eficazes sejam operadas em toda densidade demográfica.