Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 09/01/2020
Na obra literária “Vidas secas”,de Graciliano Ramos,é perceptível o contínuo anseio pela sobrevivência humana,a fim de obter um direito universal inquestionável:a água.A contemporaneidade brasileira,presencia,assim como no livro,a escassez hídrica que tornou-se um problema atemporal que aflige a sociedade a medida em que a demanda por consumo aumenta.Esse quadro alarmante encontra agravantes na ausência de infraestruturas básicas,mas também na poluição do meio ambiente.
Em primeiro plano,a falta de recursos afetam os investimentos em sistemas de captação,armazenamento e distribuição de água,causando os impactos da escassez hídrica.Isso ocorre devido a incapacidade do Estado,na maioria das vezes,em atuar de maneira planejada na divisão desse bem potável,uma vez que essa emissão é feita de forma desigual,na maior parte dos casos.De acordo com a website Correio Brasiliense,mais da metade da população nem possui acesso a água bebível,o que comprova o insatisfatório investimento do governo.Dessa forma,a insuficiência hídrica nessas regiões provoca a baixa produção agrícola e industrial,além dos efeitos sociais e ambientais.
Ademais,é indubitável que o consumo crescente e a poluição estejam entre às causas do problema.Isso porque,com a contaminação dos rios,o auto índice de desmatamento,a falta de saneamento básico adequado e o crescimento populacional elevado,a água potável existente no país acaba diminuindo drasticamente e ocasionando impactos irreversíveis,um exemplo disso é a cidade de São Paulo que possui um grande volume de flume cortando o seu espaço urbano,o Tietê.Porém,não pode ser utilizado,já que a precária sanidade e a sujeira contaminarão esse local,o que demonstra o precário investimento do governo para acabar com a poluição.Assim,é necessário medidas para minimizar tais efeitos negativos para o planeta.
Portanto,a ausência de infraestruturas básicas e a poluição,agravam o preocupante quadro de escassez hídrica no Brasil.A fim de minimizar esses problemas,cabe ao poder midiático orientar e alertar ao público sobre o uso consciente da água,demonstrando também,as consequências do uso indevido e da sujeira,por meio de campanhas nas escolas e comunidades com o auxílio de profissionais específicos na área.Em segundo lugar,o Estado deve investir na melhoria de recursos para o saneamento básico e na melhor distribuição da água por meio de parte da arrecadação da receita com o objetivo de sanar possíveis desastres.Desse modo a falta desse bem será minimizado,podendo,também,diminuir a desigualdade existente no Brasil.