Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 04/02/2020
Na obra literária “Vidas secas”,de Graciliano Ramos,é perceptível o contínuo anseio pela sobrevivência humana,a fim de obter um direito universal inquestionável:a água.A contemporaneidade brasileira presencia assim como no livro,a escassez hídrica que se tornou um problema atemporal afligindo a sociedade a medida em que a demanda por consumo aumenta.Esse quadro alarmante encontra agravantes na ausência de infraestruturas básicas,mas também na poluição do meio ambiente.
Em primeiro plano,a falta de recursos afeta os investimentos em sistemas de captação,armazenamento e distribuição de água,causando os impactos da escassez hídrica.Isso ocorre devido à incapacidade do Estado,na maioria das vezes,em atuar de maneira planejada na divisão desse bem potável,uma vez que essa emissão é feita de forma desigual,na maior parte dos casos.De acordo com a website Correio Brasiliense,mais da metade da população nem possui acesso a água bebível,o que comprova o insatisfatório investimento do governo.Dessa forma,a insuficiência hídrica nessas regiões provoca a baixa produção agrícola e industrial,além dos efeitos sociais e ambientais.
Ademais,é indubitável que o consumo crescente e a poluição estejam entre as causas do problema.Isso porque,com a contaminação dos rios,o alto índice de desmatamento,a falta de saneamento básico adequado e o crescimento populacional elevado,a água potável existente no país acaba diminuindo drasticamente e ocasionando impactos irreversíveis.Um exemplo disso é a cidade de São Paulo,que possui um grande volume de flume cortando o seu espaço urbano,o Tietê.Porém,não pode ser utilizado,já que a precária sanidade e a sujeira contaminaram esse local,o que demonstra o precário investimento do governo para acabar com a poluição.Assim,medidas são necessárias para minimizar tais efeitos negativos para o planeta.
Portanto,a ausência de infraestruturas básicas e a poluição agravam o preocupante quadro da escassez hídrica do Brasil.Com o objetivo de minimizar esses problemas,cabe ao poder midiático orientar e alertar ao público sobre o uso consciente de água,demonstrando,também,as consequências do uso indevido e da sujeira,por meio de campanhas nas escolas e comunidades com o auxílio de profissionais específicos na área.Em segundo lugar,o Estado deve investir na melhoria de recursos para o saneamento básico e na melhor distribuição de água por meio da parte da arrecadação da receita,com o intuito de sanar possíveis desastres.Desse modo,ao minimizar a falta de água a desigualdade do país haverá uma diminuição,promovendo um país mais justo.