Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 18/04/2020

No filme da Pixar, “Wall-E”, é retratado a historia de um pequeno robô que foi deixado numa terra “morta”, para limpar todo lixo deixado pelos humanos que ali viveram um dia. No decorrer da obra são feitas críticas ao consumo desenfreado dos recursos do nosso planeta, que pode ser evidenciado no dia-a-dia, onde os impactos da escassez da água vem sendo cada vez mas evidente e preocupante. Todavia, para que se tenha uma reversão nesse quadro, é necessário uma análise em relação ao consumo excessivo de água nos países e a poluição de fontes de água doce em nosso planeta.

Deve-se destacar, primeiramente, o consumo exagerado em diversos países do mundo, que chega a ser mais de 300 litros diários em países como Japão e EUA, chegando a até 600 litros no Canadá, ou seja, nações que ultrapassam ridiculamente a média recomendada pela OMS de 50 litros diários. Uma atitude que parte de pessoas que mal imaginam o quão grave pode ser exceder a recomendação, podendo deixar diversas famílias que não têm uma boa condição financeira sem água e vulneráveis a doenças que são transmitidas pela água contaminada, como amebíase e hepatite A.

No entanto, a poluição das fontes de água potável do nosso planeta também influencia diretamente na escassez deste líquido que é essencial para a vida. Aqui no Brasil, temos o caso do Rio Tietê, atualmente, o rio mais poluído do país. Cenário este que é extremamente preocupante, pois além de degradar totalmente a fauna e a flora das regiões contaminadas, a água se torna imprópria para o consumo, fazendo com que se torne mais custoso para que a população local consiga água.

Assim, para que a escassez de água não venha a ser um problema tão caótico, é necessário que a OMS, por meio de um decreto, fazer os países imporem uma multa a quem ultrapassar a média recomendada de consumo, afim de diminuir o consumo per capta. E por parte das pessoas, se conscientizarem sobre a importância das águas, ser solidário, não poluir fontes de água doce, seguindo as recomendações da ONU, para que nos distanciemos do futuro retratado no longa metragem “Wall-E”.