Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 07/08/2020
Tales de Mileto, filósofo pré-socrático, afirmava que tudo era água, determinada afirmação decorria do fato dele perceber que as maiores civilizações de sua época prosperavam por conta dos rios. Apesar de sua ideia ser equivocada, atualmente é notória a importância da água no cotidiano, assim como, os sérios impactos gerados pela sua escassez. Entre os principais tem-se o grave risco à saúde da população, bem como, às produções agrícolas mundiais.
Em primeiro momento, é de suma importância ressaltar como a escassez de água é um grande risco à saúde. Nesse sentido, em uma sociedade na qual há carência de água o sistema de saneamento básico fica comprometido e, desta forma, torna suscetível que mais doenças acometam a população e que o sistema de saúde se sobrecarregue. Essa problemática pode ser compreendida como anticonstitucional, visto que, o artigo 6º da Constituição Brasileira garante o direito a saúde e a segurança, fatores nitidamente negligenciados.
Além de gerar críticos danos à saúde, a escassez de água está intimamente relacionada à redução da produtividade agrícola. Deste modo, pode-se inferir que, quando o índice pluviométrico diminui diversas plantas apresentam problemas em seu crescimento e, consequentemente, tem sua produtividade reduzida. Essa redução pluviométrica está ligada com as queimadas florestais que, por sua vez, enfraquecem os rios aéreos e alteram o ciclo hídrico da água, todavia pouco tem sido feito para reduzir esse dano, somente no ano de 2019 318 mil km² foram consumidos pelo fogo segundo o INPE.
Constata-se, portanto, que escassez de água gera impactos severos na sociedade. Entretanto, medidas podem reverter esse processo. O Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional, pode desenvolver projetos para o melhor aproveitamento de água das chuvas em residências, de modo que, mais água seja reaproveitada e que os índices de enfermidades diminuam. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente pode ter uma postura mais rígida em relação às queimadas, através de punições mais severas e fiscalizações mais minuciosas, com o propósito de que a produtividade agrícola não tenha risco de sofrer danos por conta das chuvas e, por conseguinte, que a fome não se generalize no país. Somente através dessas medidas será possível garantir a segurança do agricultor e a saúde da população.