Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 23/04/2020
O filme norte-americano, Mad Max: Estrada da Fúria, é retratado em um futuro pós-apocalíptico no qual, após uma guerra nuclear, o mundo ficou desértico e a água é cobiçada. Contudo, apesar da escassez ter sido originada por um conflito bélico, na realidade, podemos provocar uma distopia por uso irresponsável do recurso. Nesse ínterim, é necessário analisar os impactos da indisponibilidade hídrica na contemporaneidade, principalmente, na saúde e na economia.
É relevante elencar, primeiramente, que a precariedade de água está associada a má higiene. Assim, é fomentado a busca por fontes alternativas, muitas vezes, com focos de doenças. Cita-se, por exemplo, a esquistossomose - popularmente conhecida como barriga d’água - visto que seu agente etiológico é transmitido em mananciais poluídos com fezes. Dessa forma, uma deficiência sanitária aumenta a incidência de infecções, consequentemente, uma inoportuna saturação do sistema público de saúde.
Paralelamente a isso, outro fator que deve ser apontado nesse contexto, é a produção agropecuária. Afinal, o setor demanda elevados volumes do líquido, tanto nas plantações quanto na criação de gado. Sendo assim, esse fato é relevante devido ao país ser o terceiro maior agroexportador do mundo - segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, em 2018. Logo, haverá infelizes sequelas financeiras, caso o abastecimento hídrico diminua.
A partir dessas constatações, verifica-se, por fim, a imperiosidade de medidas atenuadoras ao consumo. Cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional, portanto, especialmente utilizando da Agência Nacional das Águas, promover melhorias na gestão sustentável da água, por meio de investimentos em métodos mais eficazes na produção primária - como o gotejamento - a fim de, se evitar crises de disponibilidade, sanitárias e econômicas. Finalmente, com tais ações, um futuro árido será apenas ficção.