Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 03/06/2020
A escassez de água tem apresentado aumentos significativos nas ultimas décadas. No Brasil, apesar de 12% da água doce do planeta estar concentrada no nosso país, a crise hídrica é uma preocupação. Uma vez que, segundo o IBGE, 60,9 milhões de brasileiros vivem sob ameaça de ficar sem água. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes geográficas e demográficas, como também utilização e gestão dos recursos hídricos no país.
A princípio, mesmo que o Brasil possua as maiores reservas de água, é preciso destacar que elas estão desigualmente distribuídas no espaço geográfico brasileiro. A bacia do amazonas na região norte por exemplo, se sobressai com a maior concentração de água, encontra partida a bacia do atlântico sudeste é uma das menores. Esse panorama contribui consideravelmente para o problema.
Concomitantemente, é preciso salientar a questão demográfica. A maior parte da população brasileira não reside nos pontos onde a água encontra-se disponível de forma mais abundante, pois há uma concentração populacional muito elevada nas regiões Sudeste e Nordeste. Essa condição em que essas regiões estão inseridas ocasiona os maiores históricos de secas e escassez de água ao longo do tempo.
Ademais, outro fator agravante está relacionada com problemas de gestão pública e planejamento de infraestrutura. Segundo o Instituto Trata Brasil, 37% da água do país é perdida, seja com vazamentos, roubos e ligações clandestinas. Dessa forma é nítido que a falta de recursos originam problemas no compartilhamento da água para a população e atividades produtivas.
Pela Constituição Federal de 1988, cabe aos governos estaduais a missão de gerir e administrar a água. Por isso, faz-se necessário que cada estado, invista em sistemas que monitorem os captação, armazenamento e distribuição da água. Como também a criação de programas que visem à conscientização da população e à proteção dos corpos d’água.