Impactos da escassez da água no século XXI
Enviada em 13/05/2020
A Organização das Nações Unidas (ONU) tem como o sexto de seus “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” assegurar a disponibilidade de água para todos, o que mostra a importância desse bem. Não obstante, o que se verifica na realidade do século XXI é a sua escassez em muitas localidades, gerando impactos negativos não só econômicos, mas também sanitários. Desse modo, medidas de melhoria na acessibilidade ao patrimônio natural em pauta são necessárias.
De início, cabe elucidar os efeitos desfavoráveis da carência hídrica na economia de um país. Sob esse ângulo, a lacuna governamental nas políticas de urbanização aumenta a demanda de água no local determinado, seja pelo aumento exacerbado da população, seja pelo crescimento de atividades econômicas. Por isso, a oferta hídrica tende a insuficiência e ações econômicas que usam muita água, como a agricultura e a indústria, são prejudicadas. Prova disso foi a crise hídrica de 2014 em São Paulo, a qual causou um colapso econômico nesse relevante centro brasileiro. Em síntese, exercícios essenciais da economia são diretamente afetados pela falta de água.
Além disso, vale ressaltar as consequências sanitárias do problema em questão para a atualidade. Nesse contexto, é incontrovertível que a higiene pessoal está atrelada ao bem natural em tema e, em função disso, a falta deste fomenta o avanço de doenças. Em meio a isso, a pandemia do novo coronavírus, no caso do Brasil, é um exemplo concreto disso, uma vez que, conforme noticiado pelo site G1, a falta de água e a consequente higiene deficitária em comunidades propiciaram a difusão do vírus em tais regiões, o que é extremamente preocupante para o Sistema Único de Saúde. Dessa forma, o desprovimento de recursos hídricos é uma problemática inerente à saúde pública.
Portanto, observa-se que a escassez de água traz impasses para a economia e para a saúde no século XXI. Por conseguinte, é imperioso que o Ministério da Infraestrutura atue no melhor planejamento das cidades, por meio do investimento em pesquisas de mapeamento das zonas que mais crescem, gerenciando a possível execução de atividades econômicas de acordo com os índices pluviométricos esperados, a fim de equilibrar a demanda e a oferta de água. Assim, o sexto objetivo sustentável da ONU estará mais próximo de uma realidade no período hodierno.