Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 16/05/2020

As obras de Transposição do Rio São Francisco, iniciadas em 2005 ,têm como objetivo levar água para o sertão nordestino,com o intuito de atenuar a grave seca da região.No entanto, a escassez hídrica não é uma exclusividade da parte semi-árida brasileira, sendo também um problema de impactos nacionais devido à intensa exploração do meio ambiente e à medíocre consciência ecológica de muitos indivíduos, o que resulta na deficiência na geração de energia, na retração do abastecimento das cidades e, ainda, no encarecimento de diversos produtos.

É certo que a água participa de um ciclo natural que teoricamente garante aos ecossistemas uma constante disponibilidade deste recurso. Contudo,o desgaste predatório e a destruição ilegal da natureza, por parte de agricultores, de pecuaristas e de mineradores, em sua maioria, dificultam a perenidade de tal processo hidrológico.Isso é notório na medida em que a manutenção da cobertura vegetal , como da Floresta Amazônica, torna-se fundamental para a formação, nesse caso, dos chamados “Rios Voadores”- fluxos concentrados de vapor gerados pela evapotranspiração das plantas, importantes para o regime de chuvas- e para a vida da fauna e da flora.Assim, compreende-se que a ineficiente fiscalização do extrativismo intenso inviabiliza uma plena e uma crucial reposição de água no Brasil.Além disso, a crise hídrica se estabelece na debilitada consciência ambiental do povo que, no geral, por exemplo descartam o lixo em locais inapropriados, ocasionando a poluição de rios pelo chorume liberado desse resíduo.Nesse sentido,é evidente a urgência em se combater a falta de água.

Como consequência da escassez hídrica, tem-se a queda da produção de energia e do abastecimento residencial tendo em vista que a deficiente disponibilidade de umidade, especialmente no norte do país,acometida pelo desmatamento, enfraquece a Massa de Ar Equatorial Continental- responsável por grande parte das chuvas no Brasil-,causando, com isso, uma precipitação insuficiente para gerar eletricidade pelas hidrelétricas e para encher os reservatórios que abastecem as casas com água.Logo, nota-se que a carência hídrica leva a crises energéticas e sociais. Ademais, a falta desse recurso implica no encarecimento dos alimentos já que a pouca água limpa disponível nos rios compromete a produtividade das plantações e causa o aumento dos preços, afetando intensamente a população.

Diante disso, faz-se necessário que o Ministério Público, por meio da ampliação de tecnologias de vigilância- como satélites, radares e máquinas de fotografia aérea -, intensifique a fiscalização em áreas de preservação, a fim de garantir o ciclo da água e a perenidade desse recurso.É prudente,também, que as escolas, a partir de debates, por exemplo com ecologistas e com cientistas ambientais, promovam uma consciência ambiental, com o intuito de de fato atenuar a  grave crise hídrica no país.