Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 26/05/2020

Ao analisar o tema sobre a questão da água, cabe lembrar da obra modernista “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, que retrata o cotidiano de uma família de retirantes que tem como foco fugir da seca do Nordeste no século XIX, o livro é uma metáfora espetacular que coloca em discussão a escassez da água no país, não só no Nordeste mas no Brasil todo. É notório que, a má utilização desse bem, seja por uso e consumo particular, o vasto consumo por parte da agricultura e a ausência de tratamento gera efeitos a longo prazo na vida da população.

Segundo o site de notícias “UOL”, 97% da água se concentra em mares e 3% é água doce, entre esses, cerca de 2,5% estão nas geleiras, e 0,5% restante está nos lençóis freáticos, deixando claro que a disponibilidade para consumo é escassa. Fora isso o mau uso domiciliar, devido aos processos educacionais e governamentais, exemplificando o exagero nas lavagens de garagens, passeios, chuveiros e torneiras ligadas sem necessidade, bilhões de litros de água são desperdiçados e acabam deixando menor ainda a porcentagem de água limpa a ser ingerida. Ademais, a falta de água tem impacto diretamente na produção de energia proveniente de hidrelétricas, se os reservatórios secam, pode faltar energia elétrica em diversas regiões do país.

Sob o mesmo ponto de vista, apesar de essencial, a escassez da água cresce gradativamente em todo o mundo,a distribuição da mesma no Brasil é errada, pois, há localidades pouco povoadas e com muitas reservas e outras com uma relação inversa, como no Nordeste, onde as pessoas passam a maior parte do ano na seca extrema. Por conseguinte, dados do site “G1”, cerca de 73% da água vai para a agricultura e 20% para indústrias. Assim sendo, usada sem moderação para o método de irrigação na agricultura

Logo, ações são necessárias para resolver a problemática. Cabe ao Governo e Instituições de ensino de todo o Brasil, criarem projetos e palestras com o intuito de conscientizar os pais e os alunos, na questão da economia da água, deixando-os informados sobre as consequências a longo prazo. Outrossim, os produtores agrícolas devem investir em métodos menos consumistas de irrigação, como por exemplo irrigação em gotejamento, em que a plantação é tratada de forma regular eliminando qualquer desperdício; a construção de mais reservatórios também é considerada uma saída eficiente. Bem como a construção de reservatórios nas regiões com predominância extrema de seca, sendo construídos com verbas vindas do Governo e Ministério do Meio Ambiente, e disponibilizadas de forma em que não falte água nos momentos em que as pessoas mais necessitam. Diante do exposto, é indubitável que medidas devam ser tomadas para alterar o cenário brasileiro.