Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 03/06/2020

O conceito de entropia, na Física, mensura o grau de desordem das moléculas em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das ciências da natureza, no que tange ao impacto da escassez de água, percebe-se a configuração de um problema entrópico na sociedade do século XXI, em virtude crucialmente do caos presente na problemática. Decerto, torna-se evidente que a persistência de fatores como a omissão governamental, além de imprudências industriais, contribuem para a perpetuação desse quadro danoso.

Primordialmente, é crucial pontuar que os impactos da escassez e água derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à omissão governamental. Ainda que o artigo 3º da Constituição Federal de 1988 descreva que é obrigação do Estado garantir o desenvolvimento nacional do país,a realidade não segue a óptica da teoria descrita. Dado que, de acordo com o IBGE no sendo de 2019, cerca de 15% da população brasileira não tem acesso á água tratada, por conseguinte, fica evidente que uma grande parcela da população carece de água para sobreviver. Desse modo, faz-se primordial a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar as imprudências industriais como promotoras do problema. Tal como no documentário americano " Cowspiracy" disponível na plataforma netflix, na qual, evidencia-se o setor agropecuário como detentor da maior parcela de água desperdiçada no mundo, sobretudo no Brasil. Partindo desse pressuposto, é notório que tal fato interfere diretamente na privação de água que grande contingente da população mais carente enfrenta. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que, as imprudências industriais contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, medidas são necessárias para reverter esse quadro entrópico. Logo, cabe ao Ministério do Desenvolvimento regional, juntamente ao Governo Federal, por meio da implementação de políticas públicas, deve garantir a redistribuição de cursos de água de forma que atenda toda a população brasileira, como por exemplo, transposições. Além disso, é de fundamental importância que multas sejam aplicadas caso o limite estabelecido de água seja ultrapassado, tanto por empresas privadas como por residências.  Nesse sentido, toda a população terá acesso a água de forma que o desperdício seja reduzido de forma considerável, e, em suma, a sociedade poderá se aproximar do quadro contrário do entrópico descrito.