Impactos da escassez da água no século XXI

Enviada em 10/06/2020

O livro de Graciliano Ramos, “Vidas Secas”, publicado em 1938, retrata a vida do retirante Fabiano e sua família, que estão fugindo da seca do sertão nordestino brasileiro. Mais de 80 anos depois, percebe-se que o contexto do livro e o da atualidade não têm grandes diferenças. Dessa forma, há impactos da escassez de água no século XXI, ora pela falta de investimentos, ora pela negligência populacional, o que torna necessário medidas para amenizá-los.

A princípio, é importante destacar que apenas 3% da água disponível no planeta é doce. Com isso, nota-se que grande parte da população continua explorando e esgotando o recurso hídrico. Nesse sentido, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 3,5 bilhões de pessoas não terão acesso à água potável em 2025, levando 52 países à crise de abastecimento, já que o recurso hídrico está distribuído de forma muito desigual pelos territórios. Desse modo, é necessário medidas para diminuir essa crise hídrica.

Além disso, vale ressaltar que o Brasil possui a maior reserva terrestre de águas superficiais, e grandes reservatórios subterrânea. Porém, muitos Estados enfrentam crise de abastecimento, como o sertão nordestino e quando há estiagem em cidades que tem índices pluviométricos médios ou altos. Nesse contexto, de acordo com o site G1, os Estados do sul do país decidiram fazer uma programação de rodízio no abastecimento de água em bairros de Curitiba e de cidades da região para economizar a água que ainda existe nos reservatórios. Dessa maneira, é importante que tenha uma maior conscientização da sociedade nesse cenário.

É notável, portanto, que os impactos da escassez de água no século XXI necessitam urgente de medidas para amenizar essa problemática. Logo, o Governo Federal deve disponibilizar verbas para melhorar a infraestrutura, por meio de tratamento e reutilização da água, para diminuir o desperdício de água potável e melhorar o abastecimento em toda a região do país. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com as mídias, precisa promover campanhas publicitárias mais eficazes de conscientização, para salientar a importância de conter os gastos inúteis de água, reuso de água para a limpeza de casa, rua e manutenção de jardins, visando à redução da crise hídrica. Nesse cenário, o Poder Público e a sociedade lidarão de forma mais responsável com esse problema que assola o Brasil e o mundo.